Bolívia se alinha aos EUA e prepara classificação do PCC como organização terrorista
Bolívia alinha-se aos EUA para classificar PCC como terrorista

Bolívia se posiciona ao lado dos Estados Unidos para classificar facções criminosas como terroristas

O governo da Bolívia, liderado pelo presidente Rodrigo Paz, está se preparando para classificar organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) como entidades terroristas, um movimento que contrasta diretamente com a visão do governo brasileiro. Esta postura alinha-se à política do governo dos Estados Unidos, que há tempos defende essa classificação para cartéis e bandos envolvidos no tráfico de armas e drogas, infiltração política e domínio territorial.

Encontro entre Paz e Lula revela divergências estratégicas

Em um encontro realizado na segunda-feira, 16 de março de 2026, entre o presidente boliviano Rodrigo Paz e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, ficaram evidentes as diferenças de abordagem no combate ao crime organizado. Durante sua visita ao território brasileiro, Paz declarou: "O grau de classificação do terrorismo é múltiplo, mas para nós, ter feito o que fizemos é central em nossa missão contra o crime organizado, contra as máfias, contra o terrorismo, porque são parte de um ciclo de terrorismo". Apesar das divergências, os dois líderes assinaram um termo de cooperação para ampliar os esforços conjuntos no enfrentamento ao crime organizado.

Prisão de Sebastián Marset marca ponto de virada na cooperação regional

Na última semana, as autoridades bolivianas realizaram uma operação que resultou na prisão de Sebastián Marset, considerado um dos maiores traficantes da América do Sul. Marset, de nacionalidade uruguaia, atuava em diversos países sul-americanos, incluindo o Brasil, e era identificado como parceiro do PCC em ações criminosas. A captura foi amplamente divulgada pelo governo boliviano e classificada como um dos maiores golpes contra o narcotráfico na história do país.

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Estados Unidos elogiam ação boliviana e oferecem recompensa

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um agradecimento formal ao governo boliviano pela captura de Marset, destacando a crescente cooperação entre as forças policiais dos dois países. Em sua declaração, afirmaram: "O reinado de terror e caos de Sebastian Marset chegou ao fim. Graças à liderança do presidente Rodrigo Paz e à crescente cooperação entre as forças policiais dos EUA e da Bolívia, o notório narcotraficante Marset enfrentará a justiça". Além disso, o governo americano havia oferecido uma recompensa de 2 milhões de dólares por informações que levassem à prisão do traficante.

Implicações regionais e o futuro do combate ao crime organizado

Esta mudança de postura da Bolívia pode ter sérias implicações para a cooperação regional na América do Sul. Enquanto o Brasil mantém uma abordagem mais focada no aspecto criminal das organizações, a classificação como terrorista adotada pela Bolívia e apoiada pelos EUA pode intensificar as medidas de repressão e alterar as dinâmicas de segurança na região. A prisão de Marset serve como um marco que demonstra a eficácia da colaboração internacional, mas também evidencia as tensões estratégicas entre os países envolvidos.

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