Ataques a sinagogas na Holanda e EUA acendem alerta antissemita em meio a guerra com Irã
Ataques a sinagogas na Holanda e EUA em meio a guerra com Irã

Ataques a sinagogas na Holanda e EUA acendem alerta antissemita em meio a guerra com Irã

Em meio às crescentes tensões do conflito entre a coalizão formada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, uma série de ataques aparentemente retaliatórios tem atingido sinagogas em diferentes nações, acendendo um alerta global sobre o antissemitismo. Nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, a polícia de Roterdã, na Holanda, prendeu quatro suspeitos de incendiar um templo judaico, apenas um dia após um homem de 41 anos avançar com sua caminhonete contra uma sinagoga no estado americano de Michigan.

Incêndio em sinagoga holandesa leva à prisão de quatro jovens

A polícia holandesa confirmou a prisão de quatro jovens suspeitos de provocarem uma explosão que incendiou uma sinagoga em Roterdã na noite de quinta-feira. Os detidos têm idades entre 17 e 19 anos, e as autoridades ainda investigam se o objetivo era detonar um explosivo ou causar um incêndio em outro templo judaico. Embora não tenham ocorrido feridos, as chamas causaram danos significativos ao edifício.

Não há lugar em Roterdã para o antissemitismo, a intimidação, a violência nem o ódio contra comunidades religiosas, declarou a prefeita da cidade, Carola Schouten, em entrevista à agência de notícias holandesa ANP. As investigações continuam para determinar a motivação exata do atentado, com suspeitas iniciais apontando para um possível crime de ódio contra judeus.

Ataque com veículo em sinagoga americana termina com agressor morto

Do outro lado do Atlântico, na região metropolitana de Detroit, um agressor atravessou com sua caminhonete as portas da sinagoga Templo Israel na manhã de quinta-feira, entrando no corredor do edifício e ferindo um dos seguranças. Durante um confronto com a equipe de segurança, o suspeito foi morto a tiros, segundo o xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard.

A equipe de segurança o viu e entrou em confronto com ele, explicou Bouchard. Não podemos dizer nesse momento o que o matou, mas o pessoal de segurança de fato entrou em confronto com o suspeito com disparos. A caminhonete pegou fogo após o episódio, enchendo o prédio de fumaça e levando à hospitalização de 30 policiais. Cães farejadores foram usados para verificar a presença de explosivos no veículo, e um agente químico não identificado foi encontrado no carro.

Investigações apontam para motivações antissemitas e terroristas

O Departamento de Segurança Interna americano identificou o responsável pelo ataque em Michigan como Ayman Mohamad Ghazali, um homem de origem libanesa que obteve cidadania americana em 2016. Embora não haja confirmação oficial sobre sua motivação, a agência de notícias AFP relatou que Ghazali perdeu familiares recentemente devido a um ataque israelense ao Líbano.

Jennifer Runyan, agente especial do FBI em Detroit, afirmou que o ataque será investigado como um ato de violência direcionado contra a comunidade judaica. Este episódio ocorre no contexto da guerra entre a coalizão EUA-Israel e o Irã, que se expandiu por todo o Oriente Médio e envolve pelo menos quinze países, incluindo o Líbano, onde forças israelenses combatem a milícia pró-Irã Hezbollah.

Edifícios diplomáticos americanos também são alvos de ataques

Além dos ataques a sinagogas, edifícios diplomáticos dos Estados Unidos têm sido alvo de atentados desde o início do conflito. No Canadá, o consulado americano em Toronto foi atacado a tiros na terça-feira, 10 de março, enquanto a embaixada em Oslo, na Noruega, sofreu uma explosão que as autoridades locais investigam como possível ato de terrorismo. Estes incidentes reforçam as preocupações com uma escalada de violência motivada por tensões geopolíticas e ódio religioso.

As autoridades de ambos os países continuam vigilantes, alertando para o risco de ações antissemitas e terroristas em meio ao conflito internacional. A coordenação entre agências de segurança tem sido intensificada para prevenir novos ataques e proteger comunidades vulneráveis em um período de alta tensão global.