Americano nega plano de homicídio em depoimento sobre morte de esposa e homem nos EUA
Americano nega plano de homicídio em depoimento nos EUA

Americano nega plano de homicídio em depoimento sobre morte de esposa e homem nos EUA

O americano Brendan Banfield afirmou em depoimento nesta quarta-feira (28) que amava a esposa e não queria se separar, apesar de ter tido um caso com a babá da família. O depoimento ocorre em um processo de duplo homicídio que gira em torno dele e da brasileira Juliana Peres Magalhães, em um tribunal de Fairfax, na Virgínia.

Detalhes do depoimento e acusações

Vestindo um terno cinza e gravata xadrez, Banfield depôs sob juramento sobre o que aconteceu no dia em que começou a trair sua falecida esposa, Christine Banfield, com Magalhães. Ele descreveu o relacionamento como casual, contando que, certa noite, enquanto jantavam e sua esposa estava fora da cidade, Magalhães aproximou a cadeira da dele. Segundo o depoimento, ela o seguiu até o quarto na hora de dormir, e ele não a impediu.

Banfield é acusado de homicídio qualificado pelas mortes de sua esposa e de Joe Ryan. Seu depoimento será uma peça central que um júri do norte da Virgínia deverá avaliar neste mês. Ele se declarou inocente e pode enfrentar prisão perpétua se for condenado.

Teoria da acusação e contradições

Os promotores afirmam que Banfield e Magalhães atraíram Ryan para a casa deles. Segundo as autoridades, os dois atiraram nele e, depois, Banfield esfaqueou a esposa, encenando a cena do crime para parecer que Ryan havia sido um agressor que matou Christine Banfield. Uma das testemunhas que corroboram a teoria da acusação é a própria Magalhães.

No início de janeiro, Magalhães declarou que ela e Banfield criaram uma conta em nome de Christine Banfield em uma plataforma de rede social voltada a pessoas interessadas em fetiches sexuais. Lá, Ryan entrou em contato com o perfil, e os usuários combinaram um encontro para um ato sexual que envolveria uma faca. Ela afirmou que Banfield planejava matar a esposa e viver com Magalhães após o início do caso, dizendo que os dois passaram meses arquitetando a farsa.

Banfield disse que foi uma mentira, afirmando que “não houve plano”. Ele também declarou que tanto ele quanto a esposa tiveram casos extraconjugais ao longo dos 19 anos de relacionamento, mas decidiram continuar o casamento após terapia de casal.

Contexto do julgamento e testemunhos

O depoimento ocorre enquanto John Carroll, advogado de Banfield, passou grande parte do julgamento questionando os motivos de Magalhães no caso. A ex-au pair foi inicialmente acusada de homicídio em segundo grau pela morte de Ryan, mas depois se declarou culpada de uma acusação reduzida de homicídio culposo.

Por exemplo, Magalhães disse não se lembrar de quem criou o endereço de e-mail vinculado à conta na rede social nem onde ela e Brendan Banfield estavam no dia em que ele foi criado. Ela afirmou não recordar quem escreveu quais mensagens para Ryan. E admitiu sob juramento que negociou com um autor de true crime e produtores para contar sua história em troca de dinheiro.

No banco das testemunhas, Banfield falou sobre o relacionamento com a esposa, descrevendo os dois como inseparáveis, apesar do caso. “Estivemos juntos o tempo todo. Não nos separamos em nenhum momento”, disse. Quando perguntado se amava sua esposa, respondeu “Muito”, e confirmou que queria continuar o casamento.