Tragédia em escola argentina: aluno mata colega e fere outros dois com espingarda escondida
Aluno mata colega em escola argentina com espingarda em estojo de guitarra

Tragédia escolar abala comunidade argentina com morte de adolescente

Um ataque violento e chocante transformou uma manhã de rotina em pesadelo para a comunidade escolar de San Cristóbal, na província de Santa Fé, Argentina. Nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, um estudante de 15 anos abriu fogo contra colegas durante o tradicional hasteamento da bandeira, resultando na morte de um adolescente de 13 anos e deixando outros dois estudantes feridos.

Momento de pânico durante cerimônia cívica

O incidente ocorreu por volta das 7h15 no pátio interno da Escola Normal Mariano Moreno, exatamente quando alunos e professores realizavam o ritual matinal de hastear a bandeira nacional. Segundo relatos do jornal La Nación, o agressor sacou repentinamente uma espingarda que estava escondida dentro de um estojo de guitarra e disparou aproximadamente cinco balas de borracha contra os colegas.

O caos se instalou imediatamente após os primeiros disparos. Testemunhas descreveram cenas de pânico generalizado, com estudantes correndo desesperadamente, quebrando janelas para tentar escapar e ligando freneticamente para suas famílias. Um vídeo gravado por uma testemunha dentro da instituição capturou o momento exato dos tiros, seguido por gritos aterrorizados que ecoaram por todo o estabelecimento educacional.

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Detenção do agressor e situação dos feridos

O atirador foi rapidamente contido por um funcionário da escola que conseguiu imobilizá-lo e tomar sua arma, sendo posteriormente detido pela polícia local de San Cristóbal. As fontes do Governo Provincial de Santa Fé confirmaram que a intervenção rápida do funcionário impediu que a tragédia fosse ainda maior.

Os dois estudantes feridos, ambos com idades entre 13 e 15 anos, receberam atendimento médico imediato. Um deles sofreu lesões no rosto e pescoço, sendo transferido em estado crítico para a cidade de Rafaela. O outro apresentou ferimentos menos graves no braço e no peito. Armando Borsini, médico diretor do hospital local, assegurou que ambos os menores já estão fora de perigo vital.

"Muitas crianças pularam das janelas, quebrando os vidros, em completo pânico", explicou o médico, acrescentando que várias chegaram ao centro de saúde com cortes e contusões sofridos durante a fuga desesperada da escola.

Reações oficiais e medidas tomadas

O governador de Santa Fé, Maximiliano Pullaro, anunciou em coletiva de imprensa improvisada a suspensão imediata de todas as atividades escolares na instituição. "Imediatamente suspendemos todas as nossas atividades", declarou o governador. "Autoridades, juntamente com a equipe de apoio às vítimas do Ministério da Segurança, estão a caminho para prestar assistência às famílias e à comunidade escolar neste momento difícil e trágico."

Foi decretado luto oficial na cidade, e a escola permanece completamente isolada e esvaziada enquanto as investigações avançam. Um funcionário do governo provincial revelou à televisão argentina TN que, segundo professores, o agressor era considerado "um bom aluno e tinha bom comportamento", o que torna o episódio ainda mais perturbador para a comunidade educacional.

Relatos angustiantes de pais e testemunhas

Os relatos que emergiram nas horas seguintes ao ataque pintam um quadro de terror dentro da escola. Silvana, mãe de uma aluna da instituição, contou ao canal TN que sua filha chegou em casa chorando inconsolavelmente. "Minha filha disse que, supostamente, o menino afirmou que ia atirar em toda a turma. É uma situação de partir o coração", desabafou a mãe.

O pai de outro estudante que presenciou os disparos revelou ao portal local Aire de Santa Fé o relato de seu filho: "Ele me contou que estavam esperando para formar uma fila quando ouviram um tiro. Depois outro. E foi aí que começou a correr desesperadamente", narrou o pai, ainda visivelmente abalado.

Investigações em andamento

Rolando Galfrascoli, diretor provincial de Investigação Criminal, garantiu que "haverá uma investigação completa, concreta e aprofundada, conduzida pelo Ministério Público, com o apoio da Polícia de Santa Fé e da Polícia de Investigação". O promotor regional já está a caminho do local para coordenar os trabalhos.

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"Estamos sendo cautelosos com as informações porque precisamos proteger o bem-estar das crianças", completou Galfrascoli, destacando a sensibilidade do caso que envolve menores de idade.

A tragédia na Escola Normal Mariano Moreno reacende urgentes debates sobre segurança escolar na Argentina e levanta questões profundas sobre violência juvenil, acesso a armas e a necessidade de mecanismos de prevenção em instituições educacionais.