Abu Dhabi prende 45 por compartilhar vídeos de ataques iranianos no Golfo
Abu Dhabi prende 45 por vídeos de ataques iranianos

A polícia de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, anunciou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, a prisão de 45 pessoas, incluindo vários estrangeiros, por supostamente "divulgação de informações enganosas, gravação e compartilhamento de vídeos" durante os recentes ataques iranianos na região do Golfo. Segundo as autoridades, os suspeitos filmaram diferentes locais durante os ataques e publicaram as imagens nas redes sociais, ações que violam a legislação local.

Lei de combate a rumores e crimes cibernéticos é aplicada

Nos Emirados Árabes Unidos, esse controle se apoia na lei de combate a rumores e crimes cibernéticos, que prevê punições severas para a divulgação online de informações consideradas falsas ou prejudiciais à segurança pública. Os detidos também são acusados de disseminar informações incorretas que poderiam influenciar a opinião pública e espalhar rumores, agravando a tensão na região.

Britânico é detido em Dubai por conteúdo relacionado aos ataques

De acordo com o jornal The Guardian, um britânico de 60 anos, que estava em Dubai como turista, foi detido por filmar e publicar conteúdo relacionado aos ataques ao Irã. Este caso ilustra como as restrições afetam não apenas residentes, mas também visitantes estrangeiros, refletindo uma política de segurança mais rígida em meio ao conflito.

Países do Oriente Médio reforçam restrições à divulgação de informações

A reportagem do The Guardian destaca que países do Oriente Médio, incluindo monarquias do Golfo e o próprio Irã, reforçaram significativamente as restrições à divulgação de informações durante o conflito na região. Governos locais demonstram preocupação com imagens que revelem locais atingidos por mísseis ou drones, ou que mostrem a interceptação de projéteis, por considerarem que esse tipo de material pode expor informações sensíveis de segurança.

Israel também impõe controles sobre publicações

O jornal também relata que Israel passou a restringir a publicação de conteúdos considerados ameaça direta à segurança, como transmissões ao vivo que mostrem o horizonte das cidades durante ataques ou imagens que permitam identificar pontos de impacto de mísseis. Essa medida visa proteger dados estratégicos e evitar a propagação de pânico entre a população.

Endurecimento de controles sobre jornalistas e moradores

Segundo o Guardian, monarquias do Golfo e o Irã endureceram os controles sobre jornalistas e moradores, incluindo estrangeiros, em meio ao aumento das hostilidades na região. Essa abordagem reflete uma tendência crescente de priorizar a segurança nacional sobre a liberdade de expressão em contextos de conflito, com autoridades argumentando que a divulgação de certas informações pode comprometer operações de defesa e estabilidade pública.

Os ataques iranianos, que começaram em 1º de março de 2026, têm causado tensões significativas no Golfo, levando a uma resposta coordenada de segurança por parte dos países afetados. A prisão dos 45 indivíduos em Abu Dhabi é um exemplo claro de como as leis de crimes cibernéticos estão sendo utilizadas para manter o controle sobre o fluxo de informações em tempos de crise.