A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) a Operação Títulos Podres, com o objetivo de desarticular um esquema milionário de fraudes tributárias. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São José dos Campos e Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, além de outras cidades. A ação é realizada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF).
Esquema de créditos fiscais fraudulentos
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”, para compensar indevidamente tributos federais. O esquema envolvia escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, que ofereciam falsas soluções para quitar ou reduzir dívidas fiscais. A PF aponta ainda a participação de servidores públicos e o uso de mecanismos sofisticados para ocultação e movimentação de dinheiro.
Mandados e prisões
Ao todo, a operação cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. No estado de São Paulo, além de São José dos Campos e Caraguatatuba, também foram realizados mandados em São Paulo, Osasco e Praia Grande. Até o momento, não há informações sobre prisões ou apreensões nessas duas cidades. O balanço oficial deve ser divulgado até o fim do dia.
Prejuízo e bloqueio de bens
O prejuízo estimado aos cofres públicos com a Operação Títulos Podres é de cerca de R$ 100 milhões. A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores dos investigados. As operações mobilizaram cerca de 215 policiais federais e 43 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal em cinco estados.
Operação Consulesa – Fase 2
Paralelamente, também foi deflagrada a Operação Consulesa — Fase 2, que investiga desvios estimados em R$ 670 milhões e cumpre mandados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a extensão das fraudes.
Os suspeitos usavam procurações eletrônicas, empresas interpostas e contas de terceiros para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro, o que também configura indícios de lavagem de dinheiro. A ação representa um importante passo no combate à sonegação fiscal e à corrupção no país.



