Mulheres são presas por vender rifa falsa em nome de criança com câncer no RS
Duas mulheres foram presas na tarde de sexta-feira (28) em Estância Velha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, sob suspeita de vender uma rifa falsa em nome de um menino com câncer. A Guarda Municipal realizou a detenção após receber denúncias da comunidade sobre as atividades fraudulentas.
Abordagem e tentativa de destruir provas
As suspeitas foram localizadas em um restaurante, onde foram abordadas pelos agentes. Durante a ação, uma das mulheres tentou jogar fora fotos da criança e materiais da rifa em um vaso sanitário, em uma tentativa clara de destruir evidências. Ela também tentou esconder seu celular, mas acabou entregando o aparelho aos guardas municipais.
Os materiais apreendidos incluíam dinheiro, laudos médicos da criança e diversos documentos relacionados à rifa. As chaves Pix utilizadas para receber os valores estavam vinculadas à conta da suspeita que tentou descartar as provas, o que reforçou as investigações.
Uso indevido de imagem e prontuário médico
A dupla utilizava a imagem e o prontuário médico do menino, que está em tratamento oncológico, para dar credibilidade à rifa. No entanto, os valores arrecadados não eram repassados à família da criança, caracterizando um claro caso de estelionato. A quantia total envolvida não foi divulgada pelas autoridades.
De acordo com o relato da mãe do menino, uma das suspeitas já havia visitado a família anteriormente e prestado algum tipo de auxílio. Contudo, após descobrirem que ela estava desviando os recursos arrecadados, os parentes ordenaram que qualquer campanha de arrecadação fosse imediatamente interrompida.
Condução à delegacia e investigações
As duas mulheres foram conduzidas à Delegacia de Polícia, onde o caso está sendo investigado sob a acusação de estelionato. Os nomes das suspeitas não foram divulgados, seguindo protocolos de investigação. A Guarda Municipal destacou a importância das denúncias da comunidade para a prisão em flagrante.
Este caso chama a atenção para a necessidade de cautela ao contribuir com campanhas de arrecadação, especialmente aquelas que envolvem causas sensíveis como saúde infantil. As autoridades reforçam que é essencial verificar a legitimidade das iniciativas antes de fazer doações.



