PF investiga Fictor por suspeita de fraudes financeiras e ligação com Complice Zero
PF investiga Fictor por fraudes e ligação com Complice Zero

PF investiga Fictor por suspeita de crime financeiro e ligação com Complice Zero

A Polícia Federal instaurou um inquérito policial na Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros de São Paulo (Delecor/SP) para apurar suspeitas de fraudes financeiras por parte da Fictor. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, e envolve uma investigação de alto perfil no cenário econômico brasileiro.

Investigação foca em possível envolvimento com escândalos da Complice Zero

De acordo com a reportagem, a Fictor é investigada para verificar se a empresa está envolvida nos escândalos da Operação Complice Zero. Esta operação da PF apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN), incluindo o Banco Master.

Os crimes investigados na Complice Zero são graves e abrangem gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros delitos financeiros. A investigação busca esclarecer o papel da Fictor nesse contexto, embora os administradores e donos da empresa ainda não tenham sido formalmente denunciados pelo Ministério Público.

Contexto financeiro da Fictor e tentativa de compra do Banco Master

A Fictor, que acumula dívidas superiores a R$ 4 bilhões, pediu recuperação judicial no último domingo, 1° de fevereiro. Este movimento ocorre em um momento delicado para a companhia, que recentemente tentou expandir suas operações no setor financeiro.

A empresa chegou a fazer uma proposta para comprar o Banco Master, mas a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central apenas um dia após o anúncio da aquisição. Este episódio levantou questões sobre a saúde financeira da Fictor e sua capacidade de gerir ativos bancários, agora sob o escrutínio da PF.

Posicionamentos das partes envolvidas

Procurada pela revista VEJA, a Polícia Federal afirmou que não confirma eventuais investigações em andamento, mantendo a discrição habitual em casos sensíveis. A reportagem também tentou contato com a Fictor, mas a empresa não retornou sobre o assunto, deixando lacunas nas informações públicas disponíveis.

Este silêncio contrasta com a gravidade das acusações, que envolvem crimes financeiros de grande escala e potencial impacto no mercado. A investigação segue em curso, com a PF coletando evidências para determinar a extensão do envolvimento da Fictor nos escândalos.

O caso destaca os desafios na regulação do sistema financeiro brasileiro e a necessidade de transparência em operações corporativas de alto risco. Enquanto isso, os stakeholders aguardam novos desdobramentos que possam esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos, se comprovadas as irregularidades.