PF deflagra Operação Sem Lastro contra falsificação de dinheiro na Baixada Santista
PF combate fabricação de dinheiro falso em operação na Baixada Santista

PF desmantela esquema de falsificação de dinheiro na Baixada Santista com Operação Sem Lastro

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (22), a Operação Sem Lastro, uma ação de combate à fabricação de cédulas de dinheiro falsas. O objetivo central é desarticular um grupo criminoso atuante na Baixada Santista, região litorânea do estado de São Paulo, que havia montado um laboratório especializado para produzir notas falsificadas.

Investigações e apreensões na operação

Conforme informações apuradas, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de dois investigados, residentes nas cidades de Santos e Praia Grande. Durante as diligências, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que podem conter evidências cruciais para o caso. Imagens divulgadas pela corporação mostram a atuação dos agentes policiais em campo, reforçando a seriedade da operação.

De acordo com as investigações da PF, a dupla de suspeitos fabricava o dinheiro falso e comercializava as notas por meio da internet. As cédulas eram então distribuídas para diversas regiões do Brasil utilizando o serviço postal dos Correios. Durante o desenrolar das investigações, as equipes apreenderam mais de 20 encomendas enviadas via Correios, as quais continham notas falsas supostamente fabricadas pelos investigados.

Contexto legal e penalidades envolvidas

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 2ª Vara Federal em Jundiaí (SP) e cumpridos nesta quinta-feira. A PF alerta que a comercialização de cédulas falsas pela internet tem registrado um crescimento significativo, e os compradores deste tipo de produto também podem ser responsabilizados criminalmente. Eles estão sujeitos à prática do crime de 'Moeda Falsa', com penas que podem chegar a até 12 anos de prisão, além dos fabricantes.

Colaboração dos Correios na operação

Segundo os Correios, a operação contou com a colaboração da estatal, que atua em parceria com órgãos de segurança para prevenir o encaminhamento de itens irregulares no fluxo postal. A empresa destacou que, quando constatada a presença de conteúdo suspeito no interior de alguma encomenda, o objeto é encaminhado às autoridades competentes para avaliação especializada. Muitas das operações de repressão a ilícitos têm início por meio da fiscalização não-invasiva, como a utilização de raio-x, realizada pelos Correios.

Esta ação reforça os esforços contínuos das autoridades no combate a crimes financeiros e na proteção da integridade do sistema monetário brasileiro, com foco em redes criminosas que exploram meios digitais e logísticos para atividades ilícitas.