Polícia Civil do DF desarticula esquema de empréstimos fraudulentos via Gov.br
Operação do DF prende grupo por golpes em contas de servidores

Polícia Civil do DF desmantela esquema criminoso de empréstimos fraudulentos

A Polícia Civil do Distrito Federal executou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação de grande porte contra um grupo especializado em fraudes financeiras. A ação visou desarticular uma organização criminosa que invadia contas no portal Gov.br de servidores públicos para solicitar empréstimos de forma ilegal, resultando em um prejuízo estimado em mais de R$ 364 mil.

Detalhes da operação e alcance geográfico

A operação policial cumpriu seis mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão, abrangendo diversas localidades. No Distrito Federal, as diligências ocorreram em Samambaia, Areal, Ceilândia e Riacho Fundo. Além disso, a investigação se estendeu para os municípios de Aragarças, em Goiás, e Barra do Garças, no Mato Grosso, demonstrando a amplitude da rede criminosa.

Como medida cautelar, as contas bancárias dos suspeitos foram bloqueadas para evitar novos danos. Os integrantes do grupo responderão judicialmente pelos crimes de organização criminosa e estelionato eletrônico, conforme previsto na legislação brasileira.

Modus operandi sofisticado do golpe

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o grupo criminoso atuava com um método elaborado e planejado, envolvendo múltiplas etapas para burlar sistemas de segurança. O esquema funcionava da seguinte forma:

  1. Aluguel de casas de forma temporária para estabelecer bases operacionais discretas.
  2. Instalação de computadores e impressoras específicas para a produção de documentos falsificados.
  3. Levantamento minucioso de servidores públicos com alto score de crédito, ausência de dívidas e margem consignável elevada, tornando-os alvos preferenciais.
  4. Recrutamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social para abrir contas digitais em bancos, utilizando reconhecimento facial exigido pelos aplicativos.
  5. Impressão de documentos falsos com os nomes das vítimas, mas com as fotografias dos recrutados, criando identidades fraudulentas.
  6. Realização de pequenos gastos com cartões de crédito solicitados nessas contas, para simular legitimidade.
  7. Invasão das contas no Gov.br dos servidores públicos selecionados e solicitação de empréstimos fraudulentos em seus nomes.

Impacto financeiro e casos específicos

O prejuízo financeiro causado pelo grupo já ultrapassa a marca de R$ 364 mil, afetando diretamente as vítimas e instituições bancárias. A polícia destacou dois casos emblemáticos no Distrito Federal:

  • Uma vítima teve um prejuízo de R$ 244.131,79 em transações realizadas através do Banco Sicredi.
  • Outra vítima sofreu uma perda de R$ 120 mil em operações vinculadas ao Banco do Brasil.

Esses valores ilustram a gravidade dos crimes e a necessidade de medidas rigorosas de segurança digital. A operação reforça a importância de proteger contas governamentais e alerta a população sobre golpes cibernéticos cada vez mais complexos.