Ex-funcionária de hospital em Cuiabá é investigada por desviar R$ 400 mil de cirurgias plásticas
Funcionária desvia R$ 400 mil de hospital de cirurgias plásticas em MT

Ex-funcionária de hospital em Cuiabá é investigada por desviar mais de R$ 400 mil de cirurgias plásticas

Uma ex-funcionária de um hospital especializado em cirurgias plásticas em Cuiabá, Mato Grosso, teve o carro apreendido nesta terça-feira (27) após se tornar alvo de uma investigação policial por suspeita de desviar mais de R$ 400 mil da instituição onde trabalhava. A identidade da investigada não foi divulgada pelas autoridades, mas sabe-se que ela foi desligada do hospital em fevereiro do ano passado.

Esquema fraudulento continuou após demissão

Segundo a Polícia Civil, mesmo após ser dispensada do emprego, a ex-funcionária continuou cobrando pagamentos de clientes do hospital, sem qualquer vínculo legal com a instituição. Os valores desviados eram transferidos para uma conta pessoal e para outra vinculada a um instituto, conforme apurado durante as investigações.

A polícia também cumpriu ordens judiciais para quebra de sigilo bancário e telefônico da investigada, buscando mais evidências sobre o esquema fraudulento. O caso, batizado de Operação Perfídia, faz referência à traição e deslealdade praticadas contra pacientes e a entidade hospitalar.

Como funcionavam os desvios

Os clientes que realizavam cirurgias plásticas eram cobrados pela ex-funcionária, acreditando que estavam efetuando pagamentos legítimos ao hospital. Contudo, os valores eram desviados para contas particulares. Ela chegou a emitir recibos e orientava os pacientes a fazer transferências via PIX ou pagamentos por maquininha de cartão de crédito.

Em alguns casos, a investigada emitiu nota fiscal falsa para dar uma aparência de legalidade ao esquema. A polícia descobriu que, mesmo depois de ser dispensada do hospital, ela continuou praticando novas cobranças dos clientes, ampliando o prejuízo financeiro.

Impacto e investigações em andamento

O desvio de mais de R$ 400 mil representa um grave prejuízo para o hospital e para os pacientes envolvidos, que pagaram por serviços que podem não ter sido devidamente registrados ou repassados à instituição. A apreensão do veículo da investigada é uma das medidas cautelares determinadas pela Justiça para garantir o ressarcimento dos valores.

As investigações continuam em andamento, com a polícia buscando localizar a defesa da investigada para os próximos passos do processo. O caso destaca a importância de mecanismos de controle em instituições de saúde para prevenir fraudes e proteger os consumidores.