Operação Ágora prende empresário por suspeita de sonegar mais de R$ 10 milhões em impostos na Bahia
Uma operação batizada de "Ágora" foi deflagrada nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, e resultou na prisão de um empresário do setor de comércio varejista de alimentos na Bahia. O indivíduo é suspeito de participar de um esquema de sonegação de pelo menos 10 milhões de reais em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Mandados cumpridos em Salvador e Alagoinhas
De acordo com informações do Ministério Público da Bahia (MPBA), além do mandado de prisão, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador e Alagoinhas. Em Alagoinhas, houve uma tentativa de fuga do investigado, mas as equipes policiais conseguiram efetuar a prisão com sucesso.
Esquema de fraude fiscal desmontado
Segundo as investigações, o grupo estruturou um esquema complexo que envolvia a constituição e encerramento simulados de pessoas jurídicas, todas explorando a mesma atividade econômica. O objetivo era fraudar a fiscalização tributária, frustrar a cobrança de créditos de ICMS e blindar o patrimônio dos envolvidos.
"As apurações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), do Ministério Público e da Polícia Civil, na Bahia, identificaram que o grupo deixava de recolher aos cofres públicos, no prazo legal e de forma continuada, o ICMS declarado", afirmou a Promotoria em nota.
Manobras utilizadas na sonegação
Entre as manobras utilizadas para sonegar o tributo, destacam-se:
- Omissão de lançamentos na escrituração fiscal
- Sucessão fraudulenta de empresas vinculadas entre si
- Uso de interpostas pessoas sem capacidade econômico-financeira
- Criação de uma holding patrimonial para blindar bens
Essas práticas tinham a intenção de esconder os reais proprietários das empresas e dar continuidade operacional às organizações que eram "abandonadas" com vultosas dívidas fiscais.
Estrutura da operação Ágora
A operação contou com uma força-tarefa significativa, incluindo:
- Cinco promotores de Justiça
- 14 delegados
- 60 policiais do Necot/Draco
- 10 servidores do Fisco da Bahia
- 10 servidores do MPBA
- 16 policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz)
Esta ação conjunta demonstra o comprometimento das instituições no combate à sonegação fiscal e na preservação dos recursos públicos do estado da Bahia.
