Operação da Polícia Civil combate esquema de extorsão com imagens íntimas no Rio Grande do Sul
A Polícia Civil realizou nesta terça-feira, 27 de agosto, uma operação de grande impacto contra um grupo suspeito de utilizar imagens íntimas de vítimas para fins de chantagem e extorsão sexual. Até as 9 horas da manhã, duas pessoas já haviam sido presas preventivamente, marcando um avanço significativo nas investigações.
Mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Canoas
Além das prisões, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre e Canoas, localizadas na Região Metropolitana do estado. Durante as ações, os policiais recolheram diversos itens, incluindo celulares, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento. Todos os materiais apreendidos serão submetidos a perícia técnica para análise detalhada.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, revelou um modus operandi estruturado e coordenado, baseado em chantagem, ameaça e manipulação psicológica das vítimas, conforme explicou a polícia em comunicado oficial.
Como funcionava o esquema criminoso
O crime iniciava após um encontro presencial, momento em que os suspeitos obtinham imagens íntimas das vítimas. Posteriormente, esse material era utilizado para exigir pagamentos em dinheiro, sob a ameaça de divulgação para familiares, ex-companheiras e pessoas próximas.
A investigação identificou que uma garota de programa, integrante do esquema, simulava estar sendo ameaçada também. Ela induzia a vítima a acreditar que o pagamento resolveria o problema para ambos os envolvidos.
Paralelamente, um homem realizava as cobranças por meio de perfis falsos em aplicativos de mensagem, enviando vídeos e imagens íntimas para aumentar a pressão psicológica. Um terceiro suspeito disponibilizava contas bancárias para receber o dinheiro, com o objetivo claro de dificultar o rastreamento das transações financeiras.
Detalhes do caso e valor exigido
No caso específico apurado, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 7 mil de uma vítima formalmente reconhecida. O valor total obtido pelo esquema ainda depende da análise completa do material apreendido durante a operação.
O homem responsável pelas ameaças se apresentava falsamente como marido da mulher que participava da fraude. A Polícia Civil afirma que a coordenação das ações indica proximidade e atuação conjunta entre todos os envolvidos.
As extorsões tiveram início em dezembro de 2025, período em que as ameaças e exigências financeiras se intensificaram consideravelmente.
Orientações da Polícia Civil para vítimas
A Polícia Civil reforça que a comunicação rápida do crime é essencial para preservar provas e interromper as ameaças de forma eficaz. As autoridades orientam que vítimas de extorsão digital sigam as seguintes recomendações:
- Não realizar pagamentos aos criminosos
- Guardar todas as mensagens e evidências digitais
- Procurar imediatamente uma Delegacia de Polícia ou Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA)
O sigilo das vítimas é garantido por lei, proporcionando segurança para que busquem ajuda sem receio de exposição indevida.