A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (6) a Operação Centelha, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de utilizar uma rede de postos de gasolina para lavar dinheiro proveniente do jogo do bicho. A ação conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Federal (MPF).
Mandados e alvos
Agentes da PF cumprem 16 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e em Mangaratiba. Os alvos incluem residências e escritórios empresariais em bairros como Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu e Realengo. A Justiça determinou o sequestro de bens atribuídos aos investigados e a pessoas usadas como "laranjas". Entre os objetos que podem ser sequestrados estão imóveis, veículos de luxo, cotas de empresas e ao menos 16 embarcações.
Estrutura criminosa
As investigações apontam que o grupo mantinha estabelecimentos administrados de forma oculta e registrados em nome de terceiros. Para a PF, a estrutura funcionava como um grupo econômico no ramo de postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial. Quatro agentes de segurança estão entre os investigados: três policiais civis e um policial militar, segundo a corporação.
Crimes investigados
A PF afirma que o esquema tinha divisão de tarefas e atuação contínua, características de organização criminosa. A suspeita é de que a estrutura dos postos tenha sido usada para ocultação patrimonial e para reduzir ou evitar o pagamento de tributos. Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa. A PF informa que outros crimes podem ser identificados ao longo das apurações.
O nome da rede de postos de gasolina usada pelos suspeitos não foi divulgado. Os nomes dos alvos da operação também não foram informados pela polícia.



