Operação Falso Advogado combate golpe digital com perfis falsos de advogados
A Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Falso Advogado, que tem como alvo suspeitos de criar perfis falsos de advogados em redes sociais e plataformas digitais. O esquema criminoso enganava vítimas que tinham processos em andamento, exigindo o pagamento de taxas judiciais que, na realidade, eram completamente inexistentes.
Alvos da operação e abrangência nacional
De acordo com as investigações, a polícia busca prender 31 pessoas diretamente envolvidas no golpe, além de cumprir outros 31 mandados de busca e apreensão. As ações policiais se estendem por vários estados brasileiros, incluindo Ceará, Goiás, Amazonas e Pernambuco, demonstrando a amplitude nacional da fraude. Os suspeitos são acusados de se passar por profissionais do direito para extorquir valores de cidadãos desavisados.
Modus operandi do esquema criminoso
Os criminosos atuavam de forma organizada, monitorando processos judiciais em andamento e identificando potenciais vítimas. Em seguida, criavam perfis falsos em redes sociais, simulando ser advogados ou escritórios de advocacia legítimos. Por meio de mensagens diretas ou contatos telefônicos, eles informavam às vítimas sobre supostas taxas judiciais obrigatórias que precisariam ser pagas para dar continuidade aos processos.
Muitas vezes, os golpistas utilizavam informações reais dos processos para dar credibilidade às suas alegações, o que tornava a fraude ainda mais convincente. As vítimas, preocupadas com a tramitação de suas causas, acabavam realizando os pagamentos, que variavam de valores moderados a quantias significativas, dependendo do caso.
Importância da operação e alerta à população
A Operação Falso Advogado representa um marco no combate aos crimes cibernéticos no Brasil, especialmente aqueles que exploram a vulnerabilidade das pessoas em situações jurídicas delicadas. As autoridades reforçam a importância de sempre verificar a autenticidade dos profissionais com quem se relacionam, consultando os órgãos de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), antes de efetuar qualquer pagamento.
Além disso, a polícia orienta a população a desconfiar de cobranças inesperadas ou que não tenham sido formalmente comunicadas pelo fórum ou tribunal responsável pelo processo. A colaboração das vítimas no fornecimento de informações tem sido crucial para o desmantelamento desse tipo de esquema fraudulento.
