Polícia Civil do Maranhão desarticula golpe do falso advogado com prisões em dois estados
Operação da PC-MA prende suspeitos de golpe do falso advogado

Operação da Polícia Civil do Maranhão combate golpe do falso advogado com prisões em dois estados

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) realizou nesta quarta-feira, 11 de setembro, uma operação policial de grande porte para desarticular uma organização criminosa especializada no conhecido golpe do "falso advogado". A ação resultou no cumprimento de mandados de busca domiciliar e prisão preventiva contra dois investigados pela prática de estelionato qualificado, com alvos localizados nos estados do Piauí e de São Paulo.

Investigadores solicitam medidas cautelares após apurações detalhadas

De acordo com o conjunto probatório reunido durante as investigações conduzidas pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT/SEIC), os policiais solicitaram judicialmente a prisão preventiva dos suspeitos, além da expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal. Todas as medidas foram cumpridas simultaneamente nesta quarta-feira, demonstrando a coordenação entre as forças policiais de diferentes unidades federativas.

Vítima maranhense relata sofisticado esquema de engano

As investigações tiveram início após o registro de um boletim de ocorrência por uma vítima residente no Maranhão, que preferiu manter sua identidade preservada. Segundo o relato policial, a vítima recebeu mensagens via aplicativo de um número que se passava pela advogada responsável por um processo judicial em seu nome, afirmando falsamente que ela teria obtido êxito na demanda judicial.

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Nas mensagens fraudulentas, também foi informado que a vítima precisaria realizar transferências financeiras urgentes para pagamento de imposto de renda supostamente incidente sobre a indenização que teria sido concedida. O golpe se tornou ainda mais elaborado quando a vítima relatou ter recebido uma chamada de vídeo, também pelo aplicativo de mensagens, feita por um indivíduo que se apresentou falsamente como Promotor de Justiça.

Métodos criminosos resultam em prejuízo significativo

Durante a ligação fraudulenta, o falso promotor encaminhou links maliciosos que induziram a vítima a realizar novas transferências bancárias para contas controladas pelos criminosos. A sofisticação do esquema permitiu que os golpistas aplicassem múltiplas camadas de engano, explorando a confiança da vítima em instituições jurídicas.

Ao todo, foi transferida a quantia de R$ 96.487,34 para contas indicadas pelos criminosos, representando um prejuízo financeiro considerável para a vítima maranhense. O valor demonstra a escala e o potencial lucrativo deste tipo de crime digital, que vem se tornando cada vez mais comum em todo o território nacional.

DCCT identifica autores e revela histórico criminal

O Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos identificou com precisão os titulares das contas que receberam os valores de forma ilícita. As investigações apontaram que um dos investigados reside no estado de São Paulo, enquanto o outro foi localizado na cidade de Parnaíba, no Piauí, evidenciando a atuação interestadual da organização criminosa.

As apurações ainda revelaram que um dos suspeitos já possuía diversas passagens policiais anteriores, indicando um histórico de envolvimento com atividades criminosas. Esta informação reforça a importância da prisão preventiva para evitar a continuidade das ações fraudulentas e proteger potenciais novas vítimas.

Operação marca avanço no combate a crimes digitais no Maranhão

A operação desta quarta-feira representa um significativo avanço nas investigações sobre crimes tecnológicos no estado do Maranhão, demonstrando a capacidade da Polícia Civil em desarticular esquemas complexos que operam além das fronteiras estaduais. As autoridades continuam alertando a população sobre a importância de verificar cuidadosamente qualquer comunicação que solicite transferências financeiras, especialmente quando envolvendo supostos processos judiciais ou autoridades jurídicas.

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O caso segue sob investigação do DCCT/SEIC, que não descarta a possibilidade de novas prisões e a identificação de outras vítimas em diferentes estados brasileiros. A operação serve como um alerta importante sobre os riscos dos golpes digitais e a necessidade de constante vigilância por parte dos cidadãos.