Mulher é presa em Manaus por extorsão com ameaças de revelar caso extraconjugal
Uma mulher de 22 anos foi presa no bairro Terra Nova, localizado na Zona Norte de Manaus, suspeita de praticar extorsão contra um homem. Segundo informações da polícia, ela exigia o pagamento de R$ 1 mil para não revelar à esposa da vítima sobre supostas conversas e imagens relacionadas a um caso extraconjugal.
Conexão com a Operação Mordaça e morte do líder
O caso está diretamente relacionado à Operação Mordaça, deflagrada em 2025, que teve como objetivo desarticular um grupo criminoso acusado de divulgar informações difamatórias e, posteriormente, extorquir dinheiro das vítimas. O companheiro da suspeita, apontado como líder do esquema, morreu em um confronto com policiais durante o cumprimento de um mandado de prisão.
De acordo com a Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba, os dados utilizados pela jovem estavam armazenados no celular do marido. Ela já era investigada por seu envolvimento nos crimes atribuídos a ele, demonstrando uma continuidade nas atividades ilegais após a morte do parceiro.
Declarações do delegado e confissão da suspeita
O delegado Jorge Arcanjo, da DIP de Borba, explicou a situação: "Ela é esposa de um homem morto em uma ação policial durante cumprimento de mandado de prisão preventiva. Esse grupo praticava inúmeros crimes, entre eles extorsões por meio de redes sociais, ameaçando pessoas para não divulgar dados enviados por terceiros. Com a morte dele, ela passou a usar essas informações para ganhar dinheiro".
Em depoimento, a jovem confessou a prática de extorsão e relatou o envolvimento do marido em atividades ilegais. Ela detalhou que ele estava envolvido com tráfico de drogas, vendendo substâncias para pagar dívidas relacionadas ao tráfico, garimpo e agiotagem. Por isso, ele havia fugido de Borba. A suspeita admitiu ter conhecimento dessas atividades, lamentando o desfecho trágico.
Prisão preventiva e investigações em andamento
A Justiça decretou a prisão preventiva da jovem, assegurando que ela permaneça detida enquanto as investigações prosseguem. O celular apreendido será submetido a perícia técnica para identificar outras possíveis vítimas e verificar se o crime era recorrente, ampliando o escopo das apurações.
Este caso ilustra a atuação de grupos criminosos que exploram informações pessoais para extorquir moradores, incluindo a divulgação de fake news, conforme observado em Borba. As autoridades continuam trabalhando para combater tais esquemas e proteger a população contra essas ameaças digitais.