Investigação em Adamantina aponta grupo online com 900 pessoas que divulgava imagens íntimas de meninas
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina, no interior de São Paulo, está conduzindo uma investigação séria sobre a divulgação não autorizada de imagens de meninas em um grupo na internet. O grupo em questão reunia aproximadamente 900 integrantes e funcionava como uma plataforma para a disseminação de conteúdo ofensivo e sexual contra as vítimas.
Vítimas e conteúdo do grupo
Até a manhã desta quarta-feira (11), 34 vítimas já haviam procurado as autoridades para relatar os abusos. Segundo a delegada responsável pelo caso, o grupo continha uma variedade de materiais prejudiciais, incluindo comentários ofensivos, xingamentos e publicações de cunho sexual direcionadas às meninas. Em muitos casos, as imagens utilizadas foram retiradas de perfis abertos nas redes sociais das vítimas, destacando a importância das configurações de privacidade.
Crimes investigados e detalhes do caso
A investigação aponta que alguns dos suspeitos produziram vídeos de conteúdo sexual utilizando as imagens das meninas e os compartilharam no grupo. Em outras situações, apenas fotografias eram divulgadas, acompanhadas de comentários depreciativos. A delegada esclareceu que nem todas as vítimas tiveram vídeos produzidos, mas muitas tiveram suas fotos publicadas de forma abusiva.
As condutas em análise podem se enquadrar em diversos crimes, como:
- Difamação
- Importunação sexual
- Divulgação de cena pornográfica sem consentimento, conforme o artigo 218-C do Código Penal
Como parte das vítimas envolve crianças e adolescentes, a investigação também considera o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da divulgação de material envolvendo menores. O caso tramita sob segredo de Justiça, devido à natureza dos crimes contra a dignidade sexual e a intimidade das vítimas, o que impede a divulgação de detalhes específicos ou a identidade dos suspeitos.
Alertas e canais de denúncia
A delegada enfatizou a necessidade de os usuários manterem perfis de redes sociais com configurações de privacidade adequadas, uma vez que as fotos usadas no grupo foram obtidas de perfis públicos. A TV TEM tentou contato com o Telegram, plataforma onde o grupo supostamente operava, mas não obteve resposta até o momento da publicação.
Para denunciar casos semelhantes, as vítimas podem:
- Procurar a Delegacia de Defesa da Mulher local
- Utilizar o telefone 180, um serviço nacional que funciona 24 horas para receber denúncias de assédio e violência contra mulheres, oferecendo acolhimento e encaminhamento aos órgãos competentes
Este caso serve como um alerta sobre os perigos do compartilhamento indiscriminado de imagens online e a importância de medidas de segurança digital para proteger a privacidade e a integridade das pessoas, especialmente em um contexto onde crimes digitais estão se tornando mais frequentes.



