Google concorda em pagar US$ 68 milhões por acusações de espionagem do Assistente
O Google aceitou pagar US$ 68 milhões em um processo de ação coletiva que acusa o Google Assistente de realizar espionagem ilegal de usuários. A assistente virtual, presente em dispositivos como o Google Home Mini e em smartphones Android, é alvo de alegações graves de que teria gravado conversas sem autorização, possivelmente para fins como a exibição de anúncios direcionados.
Detalhes do acordo preliminar
De acordo com informações da agência Reuters, o acordo preliminar foi protocolado na última sexta-feira, 23 de junho, em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia. A juíza distrital dos Estados Unidos, Beth Labson Freeman, ainda precisa aprovar o acordo para que ele entre em vigor. Documentos judiciais indicam que o acordo abrange pessoas que compraram dispositivos do Google e teriam sido submetidas a "falsas ativações" do assistente desde 18 de maio de 2016.
Acusações de gravação sem autorização
Usuários envolvidos na ação coletiva afirmam que o Google Assistente foi ativado sem permissão e começou a gravar conversas, mesmo sem o uso dos comandos de voz tradicionais, como "Hey, Google" ou "Ok, Google". Essas alegações foram destacadas pelo site de tecnologia TechCrunch, que acompanha o caso de perto. A prática, se comprovada, violaria diretamente a privacidade dos consumidores.
Posição do Google e contexto do setor
O Google, por sua vez, nega qualquer irregularidade em relação ao funcionamento do Google Assistente. No entanto, a empresa optou pelo acordo para evitar os riscos, custos e incertezas associados a um litígio prolongado, conforme explicado em documentos judiciais. Quando procurada pela Reuters para comentar o caso, a empresa não emitiu uma declaração oficial.
Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que uma grande empresa de tecnologia enfrenta acusações semelhantes. O site The Verge lembra que, há cerca de um ano, a Apple aceitou pagar US$ 95 milhões em uma ação coletiva relacionada à sua assistente virtual, a Siri, também por questões de privacidade. Esse cenário reflete uma crescente preocupação global com a proteção de dados pessoais e a transparência no uso de assistentes virtuais.