Um golpe eletrônico resultou no desvio de quase R$ 4 milhões das contas da Prefeitura de Felixlândia, localizada na Região Central de Minas Gerais. O crime foi descoberto na manhã da última sexta-feira (22), quando funcionários notaram que os saldos bancários estavam zerados.
Como o golpe foi aplicado
De acordo com a Polícia Militar, a funcionária responsável pelo setor financeiro recebeu um e-mail que aparentava ser do suporte de um banco. A mensagem solicitava informações de contato e dados operacionais das contas públicas. Após responder, ela recebeu ligações de pessoas que se identificaram como funcionários da instituição bancária e a orientaram a realizar um procedimento de “atualização do sistema”.
Durante o processo, o computador ficou com a tela preta, e a funcionária foi instruída a deixá-lo ligado, sob a justificativa de que a atualização continuaria automaticamente durante a noite de quinta-feira (21) e a madrugada de sexta-feira (22). Enquanto isso, os criminosos acessaram remotamente os sistemas e realizaram transferências eletrônicas de alto valor.
Na manhã seguinte, antes mesmo do início do expediente, uma nova ligação foi feita para “finalizar o procedimento”. Ao chegar à Prefeitura, o setor de tecnologia da informação foi acionado e constatou que todas as contas estavam com saldo zerado.
Valor desviado e contas afetadas
A partir da análise dos extratos bancários, o golpe foi confirmado. Foram feitas três transferências via TED, que somaram R$ 3.987.150. Os valores saíram de contas vinculadas à própria Prefeitura, ao Departamento Municipal de Saúde e ao Departamento Municipal de Educação. As movimentações ocorreram em um intervalo de pouco mais de uma hora, enquanto o computador permanecia em “modo de atualização”, sem que o desvio fosse percebido.
Investigação em andamento
O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação. Até o momento, nenhum representante da Prefeitura foi localizado para comentar sobre o golpe. A Polícia Militar registrou a ocorrência e orienta que outras instituições públicas redobrem a atenção com e-mails e ligações suspeitas.



