Teddy, cão queimado em pet shop irregular, passará por transfusão de sangue
Teddy, cão queimado, passará por transfusão

O cão Teddy, que sofreu queimaduras de segundo grau após um banho em um pet shop irregular de Cuiabá, continua internado e sem previsão de alta. De acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (18), um dos médicos veterinários responsáveis pelo cuidado do animal informou que ele precisará passar por uma transfusão de sangue.

Procedimento necessário

Segundo a equipe veterinária, o resultado de um hemograma apontou a necessidade da transfusão, que deve ocorrer ainda nesta segunda-feira. Teddy permanece em estado clínico delicado. “O que mais nos preocupa no momento é a parte necrótica do tecido. A temperatura dele também está abaixando. O corpo está em choque e não está conseguindo sustentar a temperatura ideal”, explicou o veterinário.

Monitoramento de infecções

Os profissionais também monitoram possíveis infecções na pele do animal. “Pacientes com queimaduras costumam apresentar infecções secundárias por bactérias ou fungos. Por isso, é importante identificar a qual antibiótico ele é sensível”, completou o veterinário.

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Histórico do caso

Teddy foi entregue na casa da tutora, na última quarta-feira (13), com ferimentos graves. Segundo a dona do animal, ele estava acompanhado de uma pomada para queimaduras e um frasco de dipirona, que teriam sido administrados enquanto permaneceu no estabelecimento. O g1 entrou em contato com o estabelecimento identificado como Luxo Banho e Tosa, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Irregularidades no pet shop

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) informou que o local funcionava de forma irregular, sem registro de funcionamento, e acumula outras quatro reclamações. A tutora do cão, Maria Lucilene Silva Barros, contou ao g1 que essa foi a primeira vez que levou Teddy ao estabelecimento, localizado no bairro Jardim das Palmeiras. Ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), em Cuiabá.

“Ela não deveria ter trazido ele daquele jeito, simplesmente deixado aqui e ido embora. Minha nora precisou correr atrás de um Uber para levar ele até a clínica, onde recebeu os primeiros socorros. Provavelmente, isso aconteceu ainda pela manhã. Ela tentou amenizar o sofrimento dele no próprio estabelecimento, passando uma pomada, mas aquilo não era suficiente diante da gravidade das queimaduras”, disse a tutora.

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