Homem é suspeito de matar pit bull a pauladas e jogar corpo em comércio em Goiás
Suspeito de matar pit bull e jogar corpo em comércio em Goiás

Caso de crueldade animal choca cidade no interior de Goiás

Um homem é suspeito de matar um cachorro da raça pit bull e jogar o corpo do animal na porta de um comércio em Mineiros, município localizado no sudoeste do estado de Goiás. O crime, que aconteceu no dia 3 de fevereiro, foi registrado por câmeras de monitoramento que flagraram o momento em que o indivíduo arrasta o cão já sem vida pela coleira e o abandona no local.

Investigação aponta versões contraditórias sobre a morte do animal

De acordo com informações da Polícia Civil, existem duas versões conflitantes sobre como o pit bull teria morrido. O pai do suspeito relatou aos policiais que o filho matou o animal a pauladas após o cão avançar em direção à sua neta, alegando legítima defesa. Contudo, testemunhas anônimas que prestaram depoimento afirmaram à autoridade policial que o cachorro foi morto a tiros, o que contradiz a narrativa apresentada pela família.

O delegado responsável pelo caso, Marcos de Oliveira, confirmou que o suspeito foi intimado a prestar depoimento, mas como o crime não foi descoberto em flagrante, ainda não houve nenhuma prisão. O homem investigado encontra-se atualmente no estado do Mato Grosso, segundo apurações das forças policiais.

Corpo do animal é submetido a perícia em Goiânia

Para esclarecer as circunstâncias exatas da morte, o corpo do pit bull foi encaminhado para perícia na capital goiana, Goiânia. Os exames técnicos devem determinar se a causa do óbito foi realmente por espancamento com pauladas ou se houve utilização de arma de fogo, conforme sugerido pelas testemunhas.

A investigação está sendo conduzida sob a classificação de maus-tratos a animais, crime previsto na legislação brasileira. As imagens de segurança que capturaram o ato mostram claramente o homem arrastando o animal inerte e abandonando-o em frente ao estabelecimento comercial, antes de se afastar do local calmamente.

Até o momento da última atualização desta reportagem, a defesa do suspeito não havia sido localizada para se manifestar sobre as acusações. O caso continua sob apuração da Polícia Civil de Goiás, que busca reunir todas as evidências para apresentar ao Ministério Público.