Homem se torna réu por atropelar cães intencionalmente no Rio Grande do Sul
Um homem de 31 anos, preso por maus-tratos a animais em Encruzilhada do Sul, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul, foi formalmente denunciado e se tornou réu. A Justiça recebeu nesta segunda-feira, dia 26, a denúncia do Ministério Público contra o acusado, que atropelou dois cães de forma deliberada, resultando na morte de um dos animais e em ferimentos graves no outro.
Confissão em áudios revela frieza e intenção criminosa
Inicialmente, durante seu depoimento, o investigado – cujo nome não foi divulgado – alegou que não havia visto os cachorros na via. No entanto, provas obtidas pela polícia no celular dele demonstraram o contrário, desmentindo sua versão. Em uma série de áudios enviados a um amigo após a repercussão do caso, o homem confessou o crime com detalhes chocantes.
Em uma das mensagens de áudio, ele declarou: "Fui fazendo strike, levantando todos pra cima". Em outra, afirmou com indiferença: "Não foi o primeiro nem o último. Tá na rua, o que eu vou fazer? Vou parar o carro por causa de um cachorro? Eu não!". A frieza do suspeito culminou em uma declaração ainda mais perturbadora: "Mato cavalo, mato tudo. Eu sou psicopata".
Denúncia do Ministério Público aponta crueldade e desprezo pela vida animal
Além dos áudios incriminatórios, o atropelamento foi registrado por câmeras de videomonitoramento, fortalecendo as evidências contra o acusado. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi cometido por motivo torpe e com emprego de meio cruel, evidenciando um claro desprezo pela vida e pelo sofrimento animal.
O homem está preso preventivamente desde o dia 20, aguardando o andamento do processo judicial. As transcrições dos áudios revelam uma conversa entre o investigado e seu amigo, onde ambos demonstram falta de empatia e até incentivam a violência contra os animais.
Transcrição dos áudios evidencia comportamento agressivo
Os áudios obtidos pela polícia incluem:
- Um amigo alertando o investigado: "Te liga só aí, os tio vão querer te pesar aí. Essas praga desses cachorros no meio da rua aí. Vão querer te incomodar ainda."
- O investigado confessando: "Fui fazendo strike, levantando todos pra cima. O que que eu vou fazer? Fui lá na contramão, o cachorro não quis sair, azar é o dele. Isso que é um Uno, imagina se eu dirijo caminhão. Mato cavalo, mato tudo, eu sou psicopata."
- Outra mensagem do acusado: "Um monstro, um assassino, que é capaz de cometer qualquer coisa."
- O amigo respondendo: "Hehe, cruza por cima dessas pragas tudo. Que que quer no meio da rua."
- O investigado reafirmando: "Prender cachorro ninguém quer. Aí eu passo por cima mesmo. Não foi o primeiro nem o último. Tá na rua, o que eu vou fazer? Vou parar o carro por causa de um cachorro? Eu não."
- E finalizando: "Azar, eu não tô nem aí negão. O primeiro que me apertar eu passo por cima é do cara, de Uno. Cruzo por cima."
Este caso chama a atenção para a gravidade dos crimes contra animais e a importância das investigações policiais na coleta de provas digitais, que foram cruciais para a denúncia e prisão preventiva do acusado.