Protetora homenageia cão assassinado com flores e carta em Pará de Minas
Protetora homenageia cão assassinado com flores em Pará de Minas

Protetora de animais presta homenagem emocionante a cão assassinado em Pará de Minas

Uma cena de extrema sensibilidade marcou a cidade de Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após o brutal assassinato de um cãozinho. Vilma Maria Martins, protetora de animais com mais de uma década de atuação, deixou flores e uma carta na porta da casa onde o animal foi morto a tiros no sábado (21). O gesto, simples mas profundamente simbólico, chamou atenção para a crueldade do crime e expressou o luto coletivo da comunidade.

Detalhes do crime que chocou a região

O cão foi vítima de Rodrigo Luiz dos Santos, de 59 anos, que efetuou 12 disparos contra o animal dentro de uma garagem. O suspeito foi preso em flagrante, pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberado no domingo (22), cumprindo agora medidas cautelares determinadas pela Justiça. Uma vizinha, que preferiu não se identificar, registrou o momento do crime em vídeo, descrevendo o susto e a incredulidade diante da cena. "Ouvi um barulho e achei que pudesse ser uma bomba. Na hora, não percebi que era um tiro", relatou ela, acrescentando que familiares do suspeito estavam presentes, mas não intervieram.

Homenagem da protetora e impacto emocional

Vilma Martins, ao saber do ocorrido, sentiu-se compelida a agir. "Meu único sentimento foi em relação ao cãozinho. Acuado dentro de uma garagem, sem ter como escapar, vendo aquele homem machucando ele com os tiros até a morte", refletiu ela, emocionada. Em sua carta, escreveu: "Minha singela homenagem a um cãozinho que foi brutalmente assassinado aqui. Agora você está bem e é uma linda estrelinha a brilhar no céu". A protetora destacou que, apesar da indignação, não nutre sentimentos contra o autor, confiando na justiça humana e divina.

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Repercussão e protestos na comunidade

O caso gerou forte revolta entre moradores e defensores dos animais. Na semana seguinte, uma manifestação reuniu dezenas de pessoas com cartazes e balões, protestando contra a violência animal. "Já vi muita coisa nesses dez anos. Mas essa cena vai ficar gravada na minha memória", afirmou Vilma, que parou de assistir ao vídeo do crime devido ao impacto emocional. O filho do suspeito, de 20 anos, também foi detido por fraude processual ao tentar remover o corpo do animal, mas foi liberado após depoimento.

Investigações e medidas judiciais

Conforme o delegado César Augusto Faria Freitas, a investigação analisa maus-tratos a animais com resultado morte, além de infrações do Estatuto do Desarmamento, como posse irregular e disparo de arma de fogo. As 10 armas do suspeito foram apreendidas, e seus registros suspensos. A legislação brasileira prevê penas mais severas para maus-tratos a cães e gatos, agravando a situação do acusado. O caso continua sob apuração da Polícia Civil, com expectativa de que a justiça seja aplicada rigorosamente.

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