Protestos no Grajaú e em capitais exigem justiça pela morte do cão Orelha
Protestos no Grajaú pedem justiça por cão Orelha morto

Protestos em várias capitais exigem justiça pela morte do cão Orelha

Moradores do bairro Grajaú, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, realizaram um protesto neste domingo, dia 1º, para pedir justiça pela morte do cão Orelha. Os participantes caminharam pelas ruas do bairro carregando faixas com mensagens emocionantes, como "Orelha merecia viver" e "Queremos Justiça", demonstrando a comoção da comunidade com o caso.

Manifestações se espalham pelo país

Além do protesto no Grajaú, o domingo também foi marcado por manifestações em Florianópolis, cidade onde o cão foi morto, e em outras capitais brasileiras. Esses atos públicos destacam a indignação nacional em relação à violência contra animais e a busca por respostas sobre o ocorrido.

Detalhes do caso e investigação policial

O cão Orelha era um animal comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis. Ele teve que ser submetido à eutanásia após sofrer uma sessão de agressões no início de janeiro, conforme relatos de maus-tratos. A Polícia Civil de Santa Catarina abriu uma investigação para apurar o caso, inicialmente focando em um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o cachorro.

Na sexta-feira, dia 30, um dos suspeitos foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos. O laudo pericial indicou que o animal foi atingido na cabeça com um objeto contundente, o que levou à sua morte.

Desafios e avanços na investigação

A investigação enfrenta desafios significativos, como a ausência de imagens diretas do momento do espancamento. No entanto, a polícia está analisando quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava durante o período das agressões. Registros de outros episódios na mesma área e período, que também teriam sido causados por adolescentes, estão sendo usados para auxiliar nas investigações.

Os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados pela polícia, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê sigilo absoluto em procedimentos envolvendo pessoas menores de 18 anos. Isso visa proteger os direitos dos adolescentes durante o processo legal.

Impacto social e mobilização

O caso do cão Orelha tem gerado uma forte mobilização social, com protestos e campanhas nas redes sociais exigindo justiça. A morte do animal comunitário ressaltou questões importantes sobre a proteção aos animais e a necessidade de medidas mais eficazes contra a violência. A comunidade continua acompanhando de perto o desenrolar da investigação, esperando que os responsáveis sejam identificados e punidos conforme a lei.