Manifestação em Ribeirão Preto pede justiça por cão Orelha, morto após agressões em SC
Neste domingo (1º), representantes de associações da causa animal, voluntários e moradores se reuniram em Ribeirão Preto, São Paulo, para uma manifestação contra casos recentes de maus-tratos a animais. O protesto foi motivado principalmente pela morte do cão comunitário Orelha, que foi agredido e morto em Santa Catarina, um caso que ganhou repercussão nacional e internacional.
Protesto com cartazes e animais de estimação
Os manifestantes realizaram uma passeata pela Avenida Maurílio Biagi, na zona sul da cidade, carregando cartazes e levando seus animais de estimação. Com gritos de "justiça pelo Orelha" e "cadeia para maus-tratos", os participantes expressaram sua indignação e exigiram a responsabilização dos envolvidos no caso. Além disso, o ato serviu para lembrar outros episódios de violência contra animais, como o de uma cachorra que teve o focinho arrancado em Serrana, também na região de Ribeirão Preto.
Detalhes do caso do cão Orelha
Orelha era um cão comunitário de cerca de 10 anos, conhecido por ser dócil e brincalhão, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. A região possui três casinhas destinadas a animais comunitários, e ele convivia diariamente com moradores e outros cachorros do bairro.
Segundo a Polícia Civil, Orelha foi agredido em 4 de janeiro. Após ser encontrado ferido e agonizando, foi levado a uma clínica veterinária e, no dia 5, submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. As autoridades identificaram pelo menos quatro adolescentes como suspeitos de participação nas agressões, e um auto de apuração de ato infracional foi aberto pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital. Ainda não há data marcada para que os suspeitos sejam ouvidos.
Investigação e indiciamentos adicionais
Além dos adolescentes, dois pais e um tio dos suspeitos foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha durante a investigação. A vítima da coação seria um vigilante de condomínio que possuía uma foto que poderia ajudar a esclarecer o crime. A Polícia Civil também solicitou a elaboração de um laudo de corpo de delito do cão Orelha para esclarecer as circunstâncias exatas da morte.
O caso tem mobilizado a comunidade de proteção animal em várias cidades, com protestos e homenagens, como uma arte gigante na areia em Florianópolis, emocionando moradores e reforçando os apelos por justiça e medidas mais rigorosas contra maus-tratos.