Homem é preso em Campo Grande após cão ser encontrado agonizando em saco plástico
Prisão por maus-tratos a cão agonizante e cultivo de maconha

Denúncia de maus-tratos resulta em prisão e descoberta de cultivo de maconha em Campo Grande

Um homem de 38 anos foi preso na tarde de segunda-feira, dia 2, após uma ação policial desencadeada por uma denúncia de maus-tratos a animais. O caso ocorreu na Vila Margarida, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, e revelou uma situação alarmante envolvendo crueldade animal e atividades criminosas relacionadas a drogas.

Cão encontrado em estado crítico dentro de saco plástico

A Polícia Militar foi acionada para investigar relatos de agressões a um cachorro. Ao chegarem ao endereço indicado, os militares se depararam com o morador, que tentou impedir a entrada da equipe no imóvel e apresentou versões contraditórias sobre o paradeiro do animal. Inicialmente, ele alegou que o cachorro havia fugido minutos antes, mas a denúncia havia sido registrada pouco antes da chegada da viatura, baseada em relatos de vizinhos que ouviram gritos do animal sendo agredido.

Diante da atitude hostil do suspeito, que tentou fechar o portão de forma brusca, os policiais precisaram contê-lo, momento em que foi dada voz de prisão. Durante a vistoria na residência, a equipe encontrou um cachorro sem raça definida dentro de um saco plástico, em estado agonizante, com sangramento ativo e sinais evidentes de lesões graves, incluindo possíveis fraturas internas.

Resgate do animal e descoberta de drogas no local

O animal ainda apresentava sinais de vida e foi socorrido pela Polícia Judiciária, sendo encaminhado para atendimento veterinário na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Enquanto isso, no interior da casa, os policiais localizaram balança de precisão, sementes de maconha, invólucros, sedas e outros objetos comumente usados no tráfico de drogas.

Nos fundos do imóvel, em meio ao matagal, foram encontrados três vasos com pés de cannabis em cultivo. Ao todo, foram apreendidos 138 gramas de substância análoga à maconha, conforme laudo da Denar. A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) e a perícia técnica estiveram no local para os procedimentos legais.

Evidências e acusações contra o suspeito

De acordo com a polícia, o suspeito apresentava perfurações nas mãos, possivelmente causadas por mordidas do próprio cachorro, mas recusou atendimento médico. Um vizinho enviou à equipe policial um vídeo que mostra o homem agredindo o animal com um objeto semelhante a um pedaço de madeira pouco antes da chegada da polícia. Outro morador relatou ter ouvido gritos constantes do cachorro vindos da casa.

O homem foi algemado devido ao estado de agitação e ao risco de fuga. Ele deve responder pelos crimes de maus-tratos a animal doméstico, resistência e tráfico de drogas, na modalidade de cultivo de plantas utilizadas para a produção de entorpecentes. Este caso destaca a importância das denúncias da comunidade no combate a crimes ambientais e de violência, reforçando a necessidade de vigilância e ação rápida das autoridades.