Homem é preso após esfaquear cachorro em Rio Verde, GO; Justiça libera com tornozeleira
Preso por esfaquear cachorro em Rio Verde é liberado com tornozeleira

Um homem foi detido em flagrante na noite desta terça-feira (2) suspeito de ter matado um cachorro a facadas no bairro Vila Amália, em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás. A prisão foi realizada pela Guarda Civil Municipal após acionamento de moradores.

Confissão e versões conflitantes sobre o ataque

De acordo com o subcomandante Almeida, da Guarda Civil Municipal de Rio Verde, o suspeito, identificado como Valdeci de Sousa Santos, confessou o crime aos guardas. Ele alegou que o cão estava latindo para ele e, em seguida, teria avançado, o que o levou a usar uma faca que carregava para atingir o animal no tórax.

No entanto, o tutor do cachorro apresentou uma versão diferente aos policiais. Ele negou que o animal tivesse feito qualquer ameaça ou avanço, afirmando que ele estava apenas latindo. Testemunhas relataram à equipe de patrulhamento que já existia uma relação conturbada entre o suspeito e o tutor do animal.

Decisão judicial determina medidas cautelares

Após ser preso em flagrante, Valdeci passou por audiência de custódia. O juiz André Reis Lacerda aceitou um pedido da Defensoria Pública e determinou sua liberdade, mas impôs uma série de medidas cautelares.

O magistrado levou em consideração que o acusado não tem antecedentes criminais, apresentou comprovante de residência fixa e exerce atividade profissional lícita. A principal condição para a soltura foi o uso de tornozeleira eletrônica por 80 dias.

Além do monitoramento eletrônico, a decisão judicial estabeleceu que Valdeci deve:

  • Manter uma distância mínima de 500 metros do tutor do cachorro;
  • Não mudar de endereço sem autorização judicial.

Investigação e posicionamento da defesa

O caso segue sob investigação da Polícia Civil. O g1 tentou contato com a defesa de Valdeci de Sousa Santos para obter um posicionamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O crime, classificado como maus-tratos contra animais, chama a atenção para os conflitos de vizinhança e a forma de resolução de desentendimentos, reforçando a importância de denúncias e da atuação das autoridades.