Operação Extinção Zero da PF prende suspeitos de tráfico de animais ameaçados em cinco estados
PF prende suspeitos de tráfico de animais em operação em cinco estados

Operação Extinção Zero da PF combate tráfico internacional de animais silvestres

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira a Operação Extinção Zero, uma ação de grande envergadura que resultou na prisão de suspeitos integrantes de uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção. A operação foi realizada em cinco estados brasileiros: Pará, Bahia, Pernambuco, Piauí e Maranhão.

Prisões e estrutura da quadrilha

Até o momento, a PF já efetuou nove prisões, incluindo um homem detido em Santarém, no oeste do Pará. As outras prisões ocorreram em Feira de Santana e Jeremoabo, na Bahia; Araguanã, no Maranhão; e Juazeiro/Petrolina, na divisa entre Pernambuco e Bahia. Um indivíduo já se encontrava preso anteriormente em Lauro de Freitas, Bahia.

De acordo com as investigações, a quadrilha operava a partir de Juazeiro do Norte, onde estavam localizados os chefes da organização. O grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão clara de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. Para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas, a organização utilizava drones, armamentos, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada.

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Esquema criminoso e espécies ameaçadas

O esquema criminoso funcionava através da compra de animais de caçadores, responsáveis por retirar as espécies da natureza. O grupo de Juazeiro recebia esses animais e os repassava para clientes no Brasil e no exterior. Em 2025, a organização teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do Programa de Reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá, na Bahia.

As investigações tiveram início após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES inautêntica, o que levantou suspeitas sobre a rede criminosa.

Mandados judiciais e crimes imputados

Foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, para cumprimento nos cinco estados envolvidos. Os investigados poderão responder por uma série de crimes, incluindo:

  • Organização criminosa
  • Contrabando
  • Receptação qualificada
  • Crimes ambientais
  • Maus-tratos a animais

A Polícia Federal contou com o apoio do Ibama e do Inema durante as investigações. Esses órgãos são responsáveis pelo encaminhamento dos animais resgatados para avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural.

A Operação Extinção Zero representa um golpe significativo no tráfico de animais silvestres no Brasil, demonstrando a atuação coordenada das autoridades para proteger espécies ameaçadas de extinção e combater organizações criminosas transnacionais.

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