A morte brutal do cão Orelha, vítima de agressões em um condomínio de luxo em Florianópolis, Santa Catarina, tem gerado comoção nacional e mobilizado a sociedade em busca de justiça. O animal, que precisou ser submetido à eutanásia para aliviar o sofrimento causado pelas pauladas, tornou-se um símbolo da luta contra a violência e a impunidade.
Desabafo emocionado de Paolla Oliveira nas redes sociais
Entre as vozes que se levantaram em defesa de Orelha, destaca-se a da atriz Paolla Oliveira, que usou suas plataformas digitais para expressar indignação e tristeza. Em um vídeo publicado na noite de quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, ela criticou a normalização de atitudes bárbaras e a falta de responsabilização.
"Normatizar o inaceitável não pode ser opção", afirmou Paolla, ecoando o sentimento de milhares de brasileiros cansados da impunidade. A atriz questionou ainda o futuro dos adolescentes envolvidos no crime: "Se adolescentes têm coragem de cometer uma atrocidade dessas, que adultos vão se tornar? Bandidos eles já são".
Inversão de valores e impunidade
Enquanto a mobilização #JustiçaPorOrelha ganha as ruas com passeatas e campanhas nas redes sociais, um dos jovens acusados da agressão está de férias na Disney. Essa situação levanta debates profundos sobre uma aparente inversão de valores, onde atos cruéis parecem não ter consequências imediatas.
O caso ocorre em um contexto social alarmante, marcado por:
- Estatísticas recordes de feminicídios em 2025
- Casos chocantes de violência familiar, como o parricídio do ex-deputado Paulo Frateschi
- Preocupação com a formação de jovens em um ambiente de complacência
Maus-tratos a animais: crime ainda frequente
Apesar de os maus-tratos a animais serem tipificados como crime desde 1998 pela Lei de Crimes Ambientais, as agressões continuam ocorrendo com frequência preocupante. Dados do Conselho Nacional de Justiça revelam a existência de 4.919 processos relacionados a esse tipo de violência, indicando tanto a persistência do problema quanto a demanda social por mudanças.
Para quem convive com animais de estimação, a morte de Orelha representa mais do que a perda de um pet - é sentida como a violência contra um membro da família. A capacidade dos animais de oferecer afeto e vínculo emocional torna a crueldade contra eles especialmente chocante e reveladora do que há de mais sombrio no comportamento humano.
Reflexão sobre a sociedade brasileira
O posicionamento firme de Paolla Oliveira, que não precisa se associar a temas de alto engajamento para manter relevância pública, ressoa com um sentimento crescente na população. A atriz faz um desabafo que vai além do caso específico, apontando para problemas estruturais na forma como a sociedade lida com a violência e a responsabilização.
O movimento #JustiçaPorOrelha continua ganhando força, pressionando autoridades e conscientizando a população sobre a importância de combater todas as formas de violência, incluindo aquelas dirigidas aos animais. A esperança é que casos como esse sirvam como catalisadores para mudanças reais no sistema de justiça e nos valores sociais.