MPSC analisa novas diligências sobre morte do cão Orelha em Florianópolis
MPSC analisa morte do cão Orelha em Florianópolis

MPSC intensifica investigação sobre morte do cão Orelha em Florianópolis

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) constituiu um grupo de trabalho especializado para analisar minuciosamente as novas diligências relacionadas à morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis. A confirmação foi realizada pela NSC TV nesta segunda-feira, dia 2, destacando a seriedade com que o caso está sendo tratado pelas autoridades competentes.

Laudo pós-exumação não aponta lesões na cabeça

O material encaminhado pela Polícia Civil no final de fevereiro inclui um laudo técnico elaborado após a exumação do corpo do animal, realizado em 11 de fevereiro. Curiosamente, o documento não identificou lesões evidentes na região da cabeça de Orelha, embora a possibilidade de morte por trauma não tenha sido completamente descartada pelos peritos. A equipe do MPSC dispõe de um prazo de 30 dias para concluir a análise completa, que abrange vídeos enviados em 25 de fevereiro e dados extraídos de celulares apreendidos dos investigados.

Promotorias atuantes e diligências solicitadas

Os trabalhos serão conduzidos pelas mesmas promotorias que já acompanham o caso: a 10ª Promotoria de Justiça, responsável pela área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça, que cuida da esfera criminal. Após receber a conclusão inicial das investigações em fevereiro, o MPSC solicitou informações complementares à Polícia Civil, apontando lacunas que impediam a formação de uma opinião definitiva. As diligências enviadas na última sexta-feira, dia 20, totalizam:

  • 35 novas ações solicitadas pelo MPSC
  • 26 atos de investigação adicionais
  • 61 diligências extras, incluindo a exumação do corpo do animal

Contexto do caso e próximos passos

Orelha, um cão comunitário que recebia cuidados de moradores na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis, foi agredido em 4 de janeiro e faleceu no dia seguinte após resgate por populares. Um laudo inicial da Polícia Civil, baseado no atendimento veterinário, sugeriu que a morte poderia ter sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente. Agora, o MPSC analisará o novo material para decidir entre acolher o pedido de internação do adolescente apontado como autor, solicitar mais investigações ou arquivar o caso. A investigação permanece em segredo de Justiça, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por envolver menores.