Matadouro clandestino em Hortolândia tem 4 toneladas de carne apreendidas e 3 presos
Matadouro clandestino apreendido em Hortolândia com 4 ton de carne

Uma denúncia anônima conduziu a Polícia Civil a uma operação que resultou na descoberta de um matadouro clandestino em Hortolândia, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira, dia 21. A ação, realizada na Estrada Municipal Antônio Nazareno Gomes, culminou na apreensão de impressionantes 4 toneladas de carne sem qualquer registro sanitário, representando um grave risco à saúde pública.

Operação revela condições insalubres e ilegais

No local, os agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) encontraram freezeres abarrotados com carnes de aves e suínos, todas abatidas sem a devida autorização. A presença de urubus circulando pela área destacava as condições precárias e insalubres do estabelecimento, que operava à margem da lei.

Infraestrutura ilegal e método de venda

Além das carnes irregulares, os policiais identificaram uma ligação clandestina de energia elétrica no imóvel, evidenciando a natureza ilegal da operação. Segundo as investigações, a venda desses produtos, incluindo ovos, era anunciada por meio de um carro de som que percorria as ruas de Hortolândia, atingindo diretamente a população local.

Três pessoas presas e imóvel lacrado

Como resultado da operação, três indivíduos foram presos em flagrante. Entre eles, estão o proprietário do imóvel, de 67 anos; o motorista responsável pelo carro de som, de 69 anos; e um homem de 42 anos. Um jovem de 19 anos, filho do dono da casa, foi identificado, mas não detido.

A Vigilância Sanitária de Hortolândia atuou em conjunto com a polícia, determinando o lacramento do local e autuando os responsáveis. A defesa dos presos ressaltou que o caso está em fase inicial de apuração e que todos os envolvidos estão colaborando com as autoridades judiciais.

Impacto na saúde e segurança alimentar

Este episódio sublinha os perigos associados ao consumo de carne proveniente de fontes não regulamentadas, que podem transmitir doenças e comprometer a segurança alimentar. A operação serve como um alerta para a necessidade de vigilância constante e denúncias por parte da comunidade.