Manifestação em Manaus pede justiça pela morte do cão Orelha, vítima de agressões em Florianópolis
Neste domingo (1º), um ato público reuniu protetores de animais, tutores e ativistas no Anfiteatro da Ponta Negra, em Manaus, para exigir justiça pela morte do cachorro Orelha. O animal, que era comunitário, foi brutalmente espancado na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro, e os ferimentos graves levaram à necessidade de eutanásia.
Contexto do caso e investigações policiais
O caso do cão Orelha ganhou repercussão nacional após as agressões ocorridas no dia 4 de janeiro. A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando o incidente, com quatro adolescentes inicialmente apontados como suspeitos. Dois deles viajaram com a família para os Estados Unidos, mas retornaram ao Brasil na quinta-feira (29), conforme informado pelas autoridades.
No sábado (31), a polícia atualizou o andamento das investigações, revelando que um dos adolescentes deixou de ser investigado. De acordo com os policiais, ele não aparece nas imagens analisadas, e a família apresentou provas de que o jovem estava no local, mas não participou diretamente das agressões. As investigações continuam em busca de responsabilização pelos atos de violência.
Denúncia de maus-tratos e cobrança por responsabilização
Durante a manifestação em Manaus, os participantes vestiram camisas pretas como símbolo de luto e protesto. Eles não apenas pediram justiça para Orelha, mas também denunciaram a frequência alarmante de casos de maus-tratos contra animais em todo o país. Os ativistas cobraram a responsabilização efetiva dos envolvidos em tais crimes, destacando a necessidade de aplicação rigorosa das leis.
Os maus-tratos contra animais abrangem uma variedade de ações cruéis, incluindo:
- Abandono e falta de cuidados básicos, como alimentação e abrigo
- Agressões físicas, mutilações e envenenamento
- Exploração em atividades que causem sofrimento prolongado
- Falta de assistência veterinária adequada
Legislação brasileira sobre crimes contra animais
No Brasil, os crimes de maus-tratos contra animais são previstos na Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Recentemente, as punições foram ampliadas pela Lei nº 14.064/2020, que estabelece penas mais severas para casos envolvendo cães e gatos.
As sanções incluem:
- Reclusão de dois a cinco anos
- Aplicação de multas financeiras
- Proibição da guarda de animais pelos condenados
Essa atualização legal reflete um crescente reconhecimento da importância do bem-estar animal e da necessidade de combater a violência contra seres vivos. A manifestação em Manaus serve como um alerta para a sociedade e as autoridades sobre a urgência em fazer valer essas leis, garantindo que casos como o de Orelha não se repitam.