Justiça impõe prazo de 15 dias para novo abrigo de animais em Teresópolis
Justiça dá 15 dias para novo abrigo de animais em Teresópolis

Justiça determina ação urgente da prefeitura após relatório sobre abrigo em Teresópolis

A Justiça de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, emitiu uma decisão que obriga a Prefeitura local a implantar, com caráter de urgência, um novo abrigo para animais na área do Parque Municipal de Exposições. O prazo estabelecido para a consolidação completa do espaço é de 15 dias úteis, com uma multa diária de R$ 10 mil aplicável em caso de descumprimento.

Decisão judicial e base legal

A determinação foi proferida pelo juiz titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Teresópolis, Carlo Artur Basilico, e publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (22). A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em uma Ação Civil Pública, fundamentada em um Plano de Trabalho Emergencial elaborado pelo Grupo de Resposta a Animais em Desastres (Grad).

O relatório do Grad apontou um cenário considerado "gravíssimo", com risco concreto à saúde e ao bem-estar dos animais que permanecem no abrigo atual. Pelo plano, a execução das medidas ficará sob responsabilidade judicial e administrativa do secretário municipal de Saúde, Fábio Galoche, que é solidariamente responsável pelo cumprimento da obrigação.

Contexto do abrigo precário

A ação judicial se concentra nas condições do abrigo que pertencia ao protetor Guilherme Motta, falecido em 2025. O local, que chegou a abrigar cerca de 500 cães, atualmente conta com aproximadamente 40 animais, que vivem em condições precárias e dependem da ajuda de voluntários.

O magistrado fixou dois prazos distintos:

  • Cinco dias úteis para o início dos atos preparatórios.
  • Após esse período, mais 15 dias úteis para a consolidação integral do novo abrigo no Parque de Exposições.

Posicionamentos das partes envolvidas

Em nota, a Prefeitura de Teresópolis informou que, por meio da Procuradoria-Geral, tomou ciência do teor da decisão cautelar no fim da tarde desta quinta-feira (22). A administração municipal afirmou ainda que o secretário de Saúde terá uma reunião nesta terça-feira com outros órgãos municipais para tratar do assunto e dar início às providências necessárias.

Por outro lado, a voluntária Luciana Souza, que atualmente responde pelos cuidados no local, expressou oposição à determinação judicial. Segundo ela, a medida não seria mais necessária neste momento. "Nós já fizemos um trabalho de redução drástica de animais com a ajuda de ONGs de fora. Prefiro ter um pouco mais tempo para encaminhar os animais que restaram para um novo lar com calma", afirmou.

A decisão judicial destaca a importância de ações rápidas para garantir o bem-estar animal, reforçando a necessidade de cumprimento dos prazos estabelecidos para evitar penalidades financeiras significativas.