Gata fica paraplégica após tiro de chumbinho em São Paulo; vizinho é suspeito
Gata paraplégica após tiro de chumbinho em SP; vizinho suspeito

Gata fica paraplégica após ser atingida por tiro de chumbinho em São Paulo; vizinho é suspeito

A pequena Lua, uma gata siamesa de aproximadamente um ano de idade, sofreu uma tragédia que a deixou paraplégica. O incidente ocorreu no último dia 23, no quintal de sua casa, localizada no bairro do Tremembé, na Zona Norte de São Paulo. Lua foi atingida por um tiro de chumbinho, e suas tutoras suspeitam que um vizinho seja o responsável pelo ataque cruel.

Momento do ataque capturado em câmera de segurança

Segundo a tutora Mariana Pires, de 29 anos, uma câmera de segurança instalada no local registrou o exato momento em que a gata foi ferida pelo disparo, às 11h27 da manhã. Dois minutos após o incidente, o vizinho aparece nas imagens no quintal, conforme relato de Mariana. Esse detalhe reforça as suspeitas das tutoras sobre a autoria do crime.

Descoberta do ferimento e diagnóstico grave

Na sexta-feira, 23 de fevereiro, Mariana e sua namorada retornavam do trabalho quando encontraram Lua caída no chão, apresentando sinais evidentes de dor intensa e dificuldade para se locomover. “As patas de trás estavam moles”, descreveu Mariana, destacando a gravidade da situação. Preocupadas, elas levaram a gatinha imediatamente a um veterinário particular.

Devido aos altos custos do atendimento e dos exames necessários, as tutoras decidiram encaminhar Lua para um hospital veterinário público no Tatuapé, na Zona Leste da cidade. No dia seguinte, após a realização de um raio-x, o laudo médico revelou um projétil de chumbinho alojado na região da medula espinhal da gata. A veterinária de plantão alertou que o animal corria o risco de perder permanentemente o movimento das patas traseiras.

Cirurgia e consequências irreversíveis

Neste sábado, 31 de fevereiro, Lua passou por uma cirurgia delicada para a remoção do projétil. Infelizmente, após o procedimento, foi confirmado que a gata não voltará a andar, tornando-se paraplégica. Além disso, Lua precisará realizar sessões de fisioterapia para melhorar sua qualidade de vida e está sob medicação com cloridrato de tramadol, um analgésico potente indicado para dores intensas.

Contexto do local e ações legais

Mariana explicou que ela e sua namorada residem há três anos em um terreno dividido por três casas: a delas, a de um sobrinho e a de um vizinho. Embora não houvesse desavenças anteriores, Mariana afirma que o vizinho possui uma arma de chumbinho e se recusou a fornecer as imagens da câmera de segurança do quintal no momento do ataque. O caso já foi registrado como maus-tratos a animais na Delegacia Eletrônica, e as autoridades estão tentando localizar o suspeito para investigações mais aprofundadas.

Este incidente chocante levanta questões importantes sobre a segurança dos animais domésticos e a necessidade de medidas mais rigorosas contra crimes de violência animal. A comunidade local e defensores dos direitos animais estão acompanhando o caso com atenção, esperando por justiça para Lua e sua família.