Cachorro queimado com gasolina em Aparecida de Goiânia morre após uma semana internado
Cachorro queimado com gasolina em Aparecida de Goiânia morre

Cachorro queimado com gasolina em Aparecida de Goiânia não resiste às lesões graves

O cachorro da raça Chow Chow, que teve o corpo queimado com gasolina em uma oficina no bairro Sítios Santa Luzia, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana, morreu após ficar uma semana internado em estado crítico. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Henrique Berocan, e a morte de Rolley ocorreu na sexta-feira, dia 17 de abril.

Suspeito preso e solto após habeas corpus

O suspeito do crime é um mecânico que, segundo relatos, alegou ter ateado fogo no animal para proteger uma criança de um suposto ataque. Ele foi preso em flagrante pelo crime de maus-tratos qualificado, mas foi solto após um pedido de habeas corpus. Como o nome do suspeito não foi divulgado pela polícia, a defesa não pôde ser localizada para comentários até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o atestado de óbito, o cachorro sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ele teve choque séptico, uma infecção generalizada, devido às queimaduras graves que cobriam uma grande área do corpo, incluindo o abdômen e a parte da frente do tórax.

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Internação e cirurgia revelam gravidade das lesões

Rolley deu entrada na clínica veterinária no dia 10 de abril, apresentando queimaduras de segundo e terceiro grau. No dia 14 de abril, o animal passou por uma cirurgia de limpeza e retirada de tecidos mortos. Durante o procedimento, foi constatado que as lesões eram mais extensas do que o previsto inicialmente, o que agravou seu estado de saúde.

O caso aconteceu no dia 9 de abril, quando o cachorro teria fugido de casa no momento em que o tutor abriu o portão para sair de bicicleta. Após sair para procurar o animal, o tutor foi informado por moradores que um cachorro com as mesmas características de Rolley havia sofrido maus-tratos por um funcionário de uma borracharia.

Relatos contraditórios e excesso na ação do suspeito

Com a ajuda da Polícia Militar, o tutor encontrou Rolley em casa, já com as queimaduras. Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado Henrique Berocan contou que, após o registro do caso, outra pessoa apareceu na delegacia alegando que um cachorro estaria atacando pessoas na região.

"Fomos até o local e encontramos as supostas vítimas do ataque, que era a mãe e duas crianças. Eles relataram que houve uma interação entre o cachorro, a criança e a mãe, mas nenhum deles estava lesionado", ressaltou o investigador.

O delegado destacou ainda que a mãe da criança relatou que Rolley estava animado e brincando, mas o suspeito interpretou isso como uma agressão. "Jogou gasolina no animal, que chegou a se afastar. Mas nem isso foi suficiente. Com um isqueiro, ele ateou fogo", afirmou Berocan.

Para o delegado, por mais que o suspeito tenha tido a intenção de ajudar o menino, a atitude do mecânico foi exagerada. "Ele poderia ter utilizado outras formas para afastá-lo. Com certeza houve um excesso", concluiu, enfatizando a gravidade do crime de maus-tratos.

O caso continua sob investigação, e as autoridades buscam apurar todos os detalhes para garantir que a justiça seja feita. A morte de Rolley choca a comunidade e reacende o debate sobre a proteção aos animais e a necessidade de punições mais severas para crimes dessa natureza.

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