Vendedor ambulante é retirado à força de frente a supermercado em Palmas; imagens viralizam
Vendedor ambulante retirado à força em supermercado de Palmas

Vendedor ambulante é retirado à força em frente a supermercado em Palmas

Um vendedor ambulante foi retirado à força da frente de um supermercado localizado na região sul de Palmas, capital do Tocantins. As imagens do momento, que ocorreu na quinta-feira (22), repercutiram intensamente nas redes sociais e mostram o responsável pelo estabelecimento arremessando os objetos de trabalho do comerciante informal.

Cenas do conflito viralizam nas redes

O episódio foi registrado em frente ao Duda Super, no setor Aureny III. Nas gravações, é possível ver um homem recolhendo à força um saco de pães, máquina de cartão, banqueta e uma caixa de transporte que pertenciam ao vendedor ambulante. As cenas geraram grande comoção entre os usuários das plataformas digitais, que criticaram a atitude considerada agressiva e desrespeitosa.

Supermercado se defende e alega "interpretações distorcidas"

Em nota oficial, o supermercado Duda Super afirmou que o vídeo circulante gerou "interpretações distorcidas" sobre a conduta do estabelecimento. A empresa destacou que "não houve intenção de humilhar" o vendedor ambulante e que a abordagem ocorreu de maneira respeitosa e sem violência.

O estabelecimento ainda explicou que a ação visava apenas a organização do espaço em frente ao comércio, que é área de circulação e deve seguir normas de segurança e funcionamento. O Duda Super repudiou versões que indicassem agressão ou desumanidade, reafirmando seu compromisso com a comunidade local.

Prefeitura de Palmas esclarece regulamentação do comércio ambulante

Procurada pelo g1, a Prefeitura de Palmas não comentou o caso especificamente, mas emitiu uma nota explicando a regulamentação do comércio ambulante na cidade. Conforme a administração municipal, vender como ambulante em espaços públicos é permitido, mas apenas para quem segue as regras da lei municipal.

Para exercer a atividade legalmente, o vendedor precisa ter uma licença provisória emitida pela Prefeitura, que autoriza o uso do espaço público e define condições como local de atuação, produtos comercializados e cuidados com a circulação de pedestres. A Prefeitura informou ainda que está em fase final de elaboração do decreto que regulamenta a Lei Complementar nº 424/2023, com objetivo de organizar melhor a atividade.

Polícia não foi acionada para o ocorrido

A Polícia Militar do Tocantins informou que não foi chamada para intervir no conflito entre o vendedor ambulante e o responsável pelo supermercado. Conforme a Secretaria da Segurança Pública do estado, a ocorrência também não foi registrada na Polícia Civil, indicando que o caso não evoluiu para uma denúncia formal nas autoridades policiais.

O episódio reacende o debate sobre a convivência entre o comércio formal e informal nas cidades brasileiras, especialmente em relação ao uso do espaço público urbano. Enquanto estabelecimentos comerciais buscam manter a organização e segurança de suas entradas, trabalhadores informais lutam pelo direito ao sustento através de atividades autorizadas pela legislação municipal.