Cheia no Amazonas: Rio Solimões em Manacapuru se aproxima da cota de emergência
Cheia no AM: Rio Solimões perto da cota de emergência

A cheia no Amazonas continua a preocupar as autoridades. Nesta quinta-feira (30), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou o 2º Alerta de Cheias do Amazonas, com projeções para Manaus e Manacapuru. O rio Negro deve atingir 28,23 metros em Manaus, com 96% de chance de ultrapassar a cota de inundação de 27,5 metros. Já em Manacapuru, o rio Solimões está próximo da cota de emergência, com previsão de alcançar 19,16 metros, variando entre 18,63 m e 19,69 m.

Risco de inundação severa

A chance de o Solimões ultrapassar a cota de inundação (18,20 m) é de 99%. Para a cota severa (19,60 m), o risco é de 13%. Já a possibilidade de atingir o recorde histórico de 20,86 m, registrado em 2021, é inferior a 1%. O pesquisador Andre Martinelli explicou que os níveis previstos estão dentro da média histórica. “A cota em Manaus, por exemplo, não deve superar os 29 metros, nível considerado de inundação severa e que causa mais transtornos”, disse.

Alerta para seca em 2026

Martinelli também alertou para o risco de seca em 2026. Segundo ele, dados da estação de Tabatinga já indicam preocupação. “Se o fenômeno El Niño se confirmar, poderemos enfrentar uma estiagem extrema em 2026”, afirmou.

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Projeções em Itacoatiara e Parintins

Em Itacoatiara, o rio Amazonas deve chegar a 13,73 metros, com intervalo entre 13,34 m e 14,13 m. A probabilidade de inundação é de 17%, e de inundação severa, 5%. Já em Parintins, a previsão é de 8,07 metros, com variação entre 7,80 m e 8,34 m. A chance de atingir a cota de inundação é de apenas 4%, e o risco de níveis mais extremos é inferior a 1%.

Monitoramento e próximos passos

O acompanhamento em tempo real dos níveis dos rios pode ser feito por meio do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), que também disponibiliza mapas com áreas suscetíveis à inundação. A elaboração das projeções utiliza dados da Rede Hidrometeorológica Nacional, analisados por modelos hidrológicos com intervalo de confiança de 80%.

Articulação entre instituições

A divulgação do alerta contou com a participação de pesquisadores e representantes de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e órgãos de Defesa Civil estadual e municipal. A superintendente regional do SGB em Manaus, Jussara Cury, destacou a importância da integração entre os órgãos. “Além da divulgação da previsão da cheia de 2026, compartilhamos informações técnicas e operacionais das principais entidades de monitoramento, o que permite um debate qualificado sobre os cenários climáticos e hidrológicos da Amazônia”, afirmou. O próximo alerta de cheias está previsto para o dia 29 de maio.

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