As questões relacionadas ao meio ambiente continuam gerando debates que acendem um alerta para os impactos das secas e queimadas na Amazônia. No oeste do Pará, municípios como Santarém e Oriximiná podem sofrer consequências na produção de alimentos, afetando diretamente a bioeconomia da sociobiodiversidade.
Estudo inédito revela perdas severas
De acordo com dados do Relatório Técnico Preliminar de um estudo inédito coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com universidades federais, foram identificadas perdas severas na produção de castanha, mandioca e açaí devido a secas e queimadas. Esses fenômenos impactam a segurança alimentar local e colocam em risco a sustentabilidade da região.
Parceria com universidades
O estudo foi realizado em colaboração com a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Em todo o estado, foram destacadas cadeias produtivas como mandioca (R$ 6,5 bilhões), pesca e aquicultura (R$ 2,7 bilhões), cacau (R$ 1,7 bilhão) e açaí (R$ 1,5 bilhão). Esses valores somam R$ 13,5 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP) no Pará.
Orientação para políticas públicas
Com base nos dados e desafios identificados, é possível traçar diretrizes para solucionar entraves e garantir o crescimento da bioeconomia da sociobiodiversidade. Segundo o presidente da Fapespa, professor Marcel Botelho, o acesso a essas informações é fundamental para que agentes formuladores de políticas públicas possam tomar decisões mais assertivas.
“A Fapespa atende à demanda da sociedade por informações que fomentem a tomada de decisão por parte dos agentes formuladores de políticas públicas, agentes econômicos e demais entidades responsáveis por estudos e análises setoriais, que são protagonistas e essenciais para o planejamento e a avaliação de políticas regionais e municipais”, afirmou Botelho.
Impactos na bioeconomia
A produção de alimentos como castanha, mandioca e açaí é vital para a economia local e para a manutenção da sociobiodiversidade. As secas e queimadas ameaçam não apenas a produção, mas também a subsistência de comunidades tradicionais e a segurança alimentar da região. O estudo serve como um alerta para a necessidade de ações urgentes de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.



