Campo Grande remove figueiras históricas por risco e anuncia replantio com clones
Três figueiras com aproximadamente 90 anos, localizadas no canteiro central da Avenida Mato Grosso em Campo Grande, foram cortadas nesta semana devido a questões de segurança. As árvores apresentavam sinais evidentes de envelhecimento e problemas estruturais graves, o que elevava significativamente o risco de queda e possíveis acidentes.
Monitoramento técnico desde 2017
Em nota oficial, a prefeitura municipal informou que o acompanhamento dessas figueiras vinha sendo realizado de forma contínua desde o ano de 2017, com avaliações técnicas regulares conduzidas por especialistas. Ao longo desse período, diversas medidas foram implementadas na tentativa de preservar as árvores, incluindo podas estratégicas, tratamentos específicos contra pragas e técnicas avançadas de fortalecimento estrutural.
Mesmo com todos esses esforços, os exemplares continuaram a exibir um processo natural de desgaste, conhecido como envelhecimento, além de um comprometimento progressivo em sua integridade física. Diante desse cenário, um laudo técnico conclusivo determinou que não havia mais possibilidade de recuperação e recomendou expressamente o corte imediato.
Decisão baseada em critérios técnicos
A decisão de remover as árvores seguiu rigorosos critérios técnicos e teve como principal objetivo evitar acidentes envolvendo pedestres e motoristas que transitam diariamente pela região. A segurança pública foi priorizada, garantindo que o espaço urbano permaneça seguro para todos os cidadãos.
Sobre a reposição das figueiras, a prefeitura já possui um planejamento detalhado para o replantio no local. A ideia central é plantar novas árvores, incluindo "clones" de outra figueira, selecionadas criteriosamente de acordo com as características do espaço urbano e com o objetivo de manter e até mesmo reforçar a arborização da avenida.
Campo Grande: capital nacional da arborização urbana
Vale destacar que Campo Grande ocupa atualmente o primeiro lugar no ranking nacional de arborização urbana entre as capitais brasileiras. Os dados são da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento aponta que impressionantes 91,4% dos domicílios da capital estão localizados em vias públicas com pelo menos uma árvore, um testemunho do compromisso da cidade com o meio ambiente e a qualidade de vida.
Iniciativa de replantio com clones já em andamento
Em março deste ano, a prefeitura já havia iniciado a reposição de figueiras na Avenida Mato Grosso com o plantio de três novas mudas. Essas árvores foram produzidas a partir de estacas das figueiras centenárias da Avenida Afonso Pena, consideradas patrimônio histórico, cultural e paisagístico da capital.
A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e tem como objetivo reforçar a arborização urbana e preservar um dos símbolos tradicionais da cidade.
Segundo a gerente de arborização, Dayane Zanella, o método utilizado garante que as novas plantas mantenham as mesmas características genéticas das árvores históricas, sendo consideradas verdadeiros "clones" das originais. Essa abordagem inovadora permite que a cidade preserve sua identidade paisagística enquanto avança em segurança e sustentabilidade.



