IAT confirma dano ambiental após vazamento de esgoto em cachoeira de Umuarama
Dano ambiental em cachoeira de Umuarama após vazamento de esgoto

IAT confirma dano ambiental após vazamento de esgoto em cachoeira de Umuarama

O Instituto Água e Terra (IAT) aplicou uma multa de R$ 280 mil à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) por danos ambientais causados na Cachoeira do Ventão, localizada em Umuarama, no noroeste do estado paranaense. O valor da penalidade foi divulgado oficialmente nesta segunda-feira, dia 23, após investigações detalhadas sobre o incidente.

Vazamento contamina córrego e gera infração grave

O problema ambiental ocorreu no Córrego do Veado, que passa pela cachoeira, onde esgoto bruto vazou de uma plataforma de elevação operada pela Sanepar. Na descrição da multa, o IAT classificou a ação da companhia como "infração de natureza grave", destacando a seriedade do dano causado ao ecossistema local.

Na sexta-feira anterior, dia 20, técnicos do instituto realizaram uma vistoria minuciosa no local após receberem diversas denúncias da comunidade sobre o vazamento irregular. A inspeção confirmou a contaminação da água e os impactos negativos sobre a flora e fauna da região.

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Sanepar reconhece falha operacional e inicia limpeza

No mesmo dia da vistoria, a Sanepar emitiu um comunicado oficial confirmando que houve uma falha operacional na Estação Elevatória de Esgoto (EEE) Guarani na terça-feira, dia 17. A unidade é responsável pelo atendimento de aproximadamente 18% da população de Umuarama.

Segundo a nota da companhia, "devido a problemas técnicos imprevistos, houve um extravasamento de esgoto bruto para a galeria pluvial existente". A Sanepar ressaltou ainda que, por se tratar de uma unidade de bombeamento e não de tratamento final, o descarte de efluentes não faz parte da operação normal desta instalação.

Imediatamente após detectar a falha, equipes técnicas foram mobilizadas para conter o vazamento. Os trabalhos de limpeza começaram na quarta-feira, dia 18, utilizando cal e aproximadamente 8 mil litros de água para higienização completa do local.

Marcos Moretto, gerente regional da Sanepar em Umuarama, explicou detalhadamente o processo: "Fizemos a higienização do local com uso de cal, uso de caminhão hidrojato e com 8 mil litros de água para lavagem de resíduos que por ventura ficaram fixados em locais de difícil acesso".

Empresa se compromete com melhorias e transparência

A Sanepar afirmou estar prestando todas as informações e esclarecimentos necessários às autoridades ambientais e municipais envolvidas no caso. A companhia também destacou que possui um plano de melhoria operacional para a unidade, garantindo maior segurança operacional e capacidade para suportar o crescimento da demanda local.

No comunicado, a empresa lamentou os transtornos causados pelo incidente e reiterou seu compromisso em trabalhar continuamente para garantir a eficiência dos serviços de saneamento básico em Umuarama. A Sanepar enfatizou sua disposição em colaborar com as investigações e implementar medidas preventivas para evitar recorrências.

O g1 solicitou um novo posicionamento da Sanepar sobre a multa aplicada pelo IAT nesta terça-feira, dia 24. Entretanto, até o fechamento desta reportagem, a companhia não havia se manifestado oficialmente sobre o valor específico da penalidade ou sobre possíveis recursos administrativos.

O caso continua sob monitoramento das autoridades ambientais, que avaliam os impactos ecológicos de longo prazo do vazamento na Cachoeira do Ventão e no Córrego do Veado. A comunidade local permanece atenta às ações de recuperação ambiental e às garantias de que incidentes similares não se repetirão no futuro.

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