Apagão em BH? Moradores do Bairro Santa Tereza Vivem no Escuro e Exigem Soluções Imediatas
Apagão em BH: moradores do Santa Tereza vivem no escuro

Imagine preparar o jantar e, de repente, tudo fica negro. A geladeira desliga, a TV some, o Wi-Fi cai. Agora multiplique isso por dezenas de vezes num único mês. É assim que vivem os moradores do Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte — reféns de uma instabilidade elétrica que já virou rotina desesperadora.

"É uma situação de completo abandono", desabafa uma residente local, enquanto mostra as velas que se tornaram itens permanentes na sua mesa de centro. A frustração é palpável, tangível como a escuridão que invade suas noites.

Problemas que se repetem mais que reprise de novela

Não são incidentes isolados, não. As interrupções no fornecimento acontecem com uma frequência alarmante — e duram horas. Horas! Em pleno 2025, quando se fala em smart cities e conectividade total, uma parte da capital mineira vive no século passado.

Os prejuízos? Ah, esses são diversos e doloridos:

  • Alimentos estragando em freezers desligados
  • Trabalhos interrompidos pela falta de energia
  • Idosos em situação de vulnerabilidade sem ventilação
  • Crianças estudando à luz de velas (sim, como nos tempos coloniais)

E a Cemig? O que diz a empresa?

Pois é. A concessionária — aquela que deveria garantir o fornecimento constante — alega que está investigando as causas. Investiga, investiga, mas a luz some outra vez. Os moradores, é claro, não engolem essa explicação mais.

"Já perdemos as contas de quantas vezes ligamos pra reclamar", conta outro morador, com a paciência esgotada. O sentimento geral é de que estão sendo ignorados, deixados de lado enquanto outros bairros seguem iluminados.

Um problema que vai além do incômodo

Não se trata apenas de não poder ver o último episódio da novela. A falta de energia constante representa riscos sérios à segurança pública — ruas escuras facilitam ações criminosas — e à saúde, especialmente de quem depende de equipamentos médicos.

O que era para ser um serviço básico, essencial, transformou-se numa fonte de estresse diário. E o pior: ninguém parece disposto a assumir a responsabilidade total pelo caos instalado.

Enquanto isso, os moradores seguem na expectativa — não da próxima conta de luz, que chega religiosamente — mas de uma solução definitiva que restaure sua dignidade e direito à energia contínua. A pergunta que fica: até quando?