ONS alerta para risco de desabastecimento e pressiona governo a retomar horário de verão
O tema sobre o retorno do horário de verão voltou à mesa nesta semana, após uma recomendação feita pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) no início do ano. Com o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) sob ameaça e sem uma solução de curto prazo, o governo passa a ser pressionado a adotar medidas para mitigar riscos ao fornecimento de energia. Entre essas medidas, o horário de verão ressurge como uma decisão de caráter emergencial e de impacto nacional.
Risco de desabastecimento pode chegar a 27% em 2026
Segundo o Operador Nacional do Sistema, sem a realização do leilão, o risco de desabastecimento de potência pode chegar a 27% já em 2026. Isso torna o horário de verão uma medida inevitável, embora paliativa, para tentar preservar o atendimento à demanda energética. O horário de verão foi encerrado no Brasil em abril de 2019, mas agora sua volta é vista como uma necessidade urgente diante das previsões alarmantes.
Impactos vão além do setor elétrico
Com impactos que vão além do setor elétrico, a necessidade do horário de verão vem sendo avaliada nos últimos dois anos, mas, por enquanto, ainda não prevaleceu. A medida, que ajusta os relógios para aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo de energia, é considerada uma solução temporária enquanto não se encontram alternativas mais duradouras para a crise energética.
O governo enfrenta pressões crescentes para agir rapidamente, já que a falta de ações concretas pode levar a sérios problemas de abastecimento em todo o país. A recomendação do ONS destaca a gravidade da situação e a importância de medidas imediatas para evitar um colapso no sistema elétrico brasileiro.



