Dois homens são multados em R$ 3.240 por pesca ilegal durante Piracema no Rio Aguapeí
A Polícia Militar Ambiental de Presidente Prudente realizou uma apreensão significativa durante a Operação Piracema no Rio Aguapeí, entre os municípios de Lucélia e Valparaíso, no interior de São Paulo. O flagrante ocorreu na quinta-feira (26), quando dois homens, de 56 e 54 anos, foram surpreendidos praticando pesca ilegal, resultando em multas totais de R$ 3.240.
Detalhes da operação e fuga dos suspeitos
Durante patrulhamento em pontos de acesso ao rio, os policiais ambientais flagraram três pescadores saindo da margem com redes e peixes, nas imediações da ponte em Valparaíso. Ao perceberem a presença das autoridades, os indivíduos fugiram, pulando no rio e abandonando os materiais de pesca no local. Um dos envolvidos foi detido imediatamente, enquanto o outro suspeito foi identificado posteriormente, após a localização de documentos pessoais em um rancho às margens do rio.
Material apreendido e espécies protegidas
No total, foram apreendidos 32 quilos de peixes das espécies curimbatá e piauçu, além de uma tarrafa, 10 redes de nylon e duas boias. A corporação reforçou que a captura de peixes nativos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná é estritamente proibida durante o período da Piracema, que corresponde ao ciclo reprodutivo das espécies, visando a preservação da fauna aquática.
Autuações e consequências legais
Os dois homens foram autuados em R$ 1.620 cada, totalizando a multa de R$ 3.240. A ocorrência foi registrada na Delegacia da Polícia Civil de Valparaíso, onde um dos envolvidos recebeu voz de prisão por crime ambiental, com base no artigo 34 da Lei Federal nº 9.605/98. Foi arbitrada fiança no valor de um salário mínimo, destacando a seriedade das infrações cometidas.
Destino do pescado apreendido
O pescado apreendido, por estar em boas condições sanitárias, foi doado ao Lar São Vicente de Paulo, em Dracena (SP), assegurando que os recursos naturais ilegalmente capturados fossem destinados a uma instituição beneficente, em vez de serem desperdiçados.
Esta ação reforça o compromisso das autoridades ambientais em combater práticas ilegais durante períodos críticos como a Piracema, protegendo a biodiversidade e aplicando a legislação vigente para coibir atividades predatórias.



