Apreensão de pescado no Piauí cresce 40% durante período da Piracema
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) do Piauí registrou um aumento significativo nas apreensões de pescado durante o período da Piracema, que se estende de 15 de novembro de 2025 a 15 de março. Cerca de 70 quilos de peixes foram apreendidos, representando um crescimento de 40% em comparação com o período anterior, conforme dados divulgados pela pasta.
Operações de fiscalização e resultados
As equipes de fiscalização intensificaram as ações na reta final do período, resultando em medidas rigorosas contra a pesca irregular. Além das apreensões, cinco quilos de peixes foram devolvidos ao habitat natural, garantindo a preservação das espécies durante seu ciclo reprodutivo. As operações também incluíram:
- Recolhimento e destruição de 700 metros de redes e armadilhas ilegais.
- Aplicação de aproximadamente R$ 40 mil em multas para infratores.
- Uma prisão efetuada por pesca ilegal, reforçando a aplicação da lei.
Durante as fiscalizações, os agentes ambientais orientaram pescadores e comerciantes sobre a importância de respeitar o período de defeso, que visa proteger a reprodução dos peixes e manter o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
Objetivos das ações e impacto ambiental
As ações da Semarh têm como objetivo principal controlar a pesca irregular e assegurar o cumprimento das regras estabelecidas para a Piracema. Este período é crucial para a sustentabilidade das populações de peixes, pois a proibição da captura durante a fase reprodutiva ajuda a prevenir a sobrepesca e a degradação dos recursos hídricos.
O aumento de 40% nas apreensões reflete tanto a intensificação das fiscalizações quanto a persistência de atividades ilegais, destacando a necessidade contínua de monitoramento e educação ambiental. As multas aplicadas e a prisão realizada servem como alerta para potenciais infratores, reforçando a seriedade das penalidades.
Com o término do período em 15 de março, as autoridades planejam manter esforços para combater a pesca ilegal e promover práticas sustentáveis, visando a longo prazo a conservação da biodiversidade aquática no estado do Piauí.
