Rio Acre permanece acima da cota de alerta em Rio Branco após recuo do transbordamento
Rio Acre acima da cota de alerta em Rio Branco após recuo

Rio Acre segue acima da cota de alerta em Rio Branco após recuo do nível

O Rio Acre registrou 13,84 metros às 9h desta quarta-feira (1º) na capital acreana, Rio Branco, mantendo-se acima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros, pelo terceiro dia consecutivo. Conforme dados da Defesa Civil municipal, o manancial ultrapassou essa marca na última segunda-feira (30), quando atingiu 13,60 metros na medição das 6h.

Variações recentes e histórico de cheias

A última vez que o rio alcançou a cota de alerta foi em 29 de janeiro, com 13,64 metros. Desde então, o nível oscilou entre 8 e 9 metros após um período de vazante. Na segunda-feira (30), o rio continuou em elevação ao longo do dia, atingindo 14,01 metros às 18h e ultrapassando a cota de transbordamento, fixada em 14 metros, pela terceira vez este ano. Essa também foi a quarta vez que o manancial superou a marca em um período de três meses.

Na terça-feira (31), o Rio Acre saiu da cota de transbordamento em menos de 24 horas, registrando 13,90 metros à meia-noite. Ao meio-dia, o manancial havia recuado 13 centímetros, marcando 13,84 metros. Dados da Defesa Civil mostram pequenas variações ao longo do dia:

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  • 6h – 13,88 metros
  • 9h – 13,88 metros
  • 12h – 13,84 metros
  • 15h – 13,85 metros
  • 18h – 13,86 metros
  • 21h – 13,86 metros (estabilizou)

Influência das chuvas e preparativos da Defesa Civil

De acordo com o órgão, o comportamento do nível do Rio Acre está diretamente relacionado ao volume de chuvas registrado entre a última sexta-feira (27) e sábado (28), quando choveu quase 50 milímetros. Na terça-feira (31), o acumulado foi de apenas 0,20 milímetro em 24 horas, mas na madrugada desta quarta (1º), o volume subiu para 20,40 milímetros. A média de chuva esperada para março era de 276 milímetros, e até esta quarta (1º) já choveu 434 milímetros na capital.

Diante da situação, a Defesa Civil começou a mobilizar três escolas na capital para abrigar famílias desabrigadas, embora ainda não haja pedido de retirada. O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, após a subida repentina do manancial no último domingo (29), foi feito o mapeamento de dez bairros que podem ter as primeiras famílias retiradas.

"Estamos preparando as escolas Anice Dib Jatene, Alvaro Rocha, Maria Lucia Marin e mais um ginásio para poder acolher situações de vítimas desabrigadas pela inundação do Rio Acre", afirmou Falcão. Conforme ele, após o transbordamento ainda existe uma folga de até 30 centímetros de subida para que as famílias comecem a ser retiradas de casa.

Bairros mapeados e monitoramento contínuo

Os bairros mapeados pela Defesa Civil incluem:

  1. Ayrton Sena
  2. Base
  3. Seis de agosto
  4. Cadeia Velha
  5. Baixada da Habitasa
  6. Aeroporto Velho
  7. Taquari
  8. Cidade Nova
  9. Quinze
  10. Triângulo

O órgão também está realizando monitoramento a cada uma hora relacionado à pluviometria e nível do Rio Acre, não apenas em Rio Branco, mas em toda a sua extensão, verificando as possibilidades de velocidade de queda e de aumento em todos os municípios.

Histórico de cheias e impactos anteriores

A primeira vez que o rio transbordou foi em 27 de dezembro do ano passado, marcando 14,03 metros. A segunda ocorreu em 16 de janeiro, com registro de 14,06 metros às 18h. O terceiro transbordamento aconteceu há dois meses, em 29 de janeiro, também às 18h. Após oito dias consecutivos de transbordamento, ainda na primeira cheia em 16 de janeiro, o manancial começou a baixar no dia 24 de janeiro, quando marcou 13,98 metros na medição das 5h.

Poucos dias depois, o nível voltou a subir, e a segunda cheia foi registrada quando o rio transbordou novamente em 29 de janeiro, provocada pelas chuvas na região de cabeceira. No dia 3 de fevereiro, após quase uma semana em transbordamento, o manancial começou a vazar. Nesse período, o maior nível do rio foi registrado no dia anterior, com 15,44 metros na medição das 9h, afetando mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital.

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Além disso, de acordo com monitoramento oficial, o manancial entrou na casa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando na medição das 15h o nível marcou 10,93 metros e continuou em queda ao longo do dia. No dia 9 de fevereiro, depois de quase um mês acima da cota de atenção, o nível do Rio Acre baixou e as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começaram a retornar para casa. Ao todo, 39 famílias, somando 115 pessoas e 26 animais, estavam no parque naquela época.

A capital acreana fechou o mês de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média, registrando 114,4 milímetros, conforme levantamento da Defesa Civil Municipal. O índice equivale a 38,1% do esperado para o mês, que era de 300,1 mm.