Represa do Rio Jundiaí lidera volume no Sistema Alto Tietê, que atinge 51% da capacidade
O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) registrou um volume de 51% de sua capacidade nesta sexta-feira, 13 de março, marcando o melhor nível observado em mais de um ano. Os dados foram divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), indicando um cenário positivo para o abastecimento de água na região metropolitana.
Melhor desempenho desde fevereiro de 2025
A última vez que o sistema alcançou essa marca foi em fevereiro de 2025, há pouco mais de um ano. Esse resultado reflete diretamente o período de chuvas intensas que tem ocorrido na região, contribuindo para a recuperação dos reservatórios. Além disso, o sistema marca o 57º dia consecutivo de alta no volume armazenado, sem registrar quedas desde 14 de janeiro.
O nível atual de 51% é superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando o sistema operava com apenas 46,6%. Naquela época, as represas iniciaram um período de queda brusca que, meses depois, levou o sistema a operar em níveis considerados críticos, gerando preocupações sobre a segurança hídrica.
Composição e situação dos reservatórios
O Sistema Produtor do Alto Tietê é composto por cinco reservatórios localizados entre Suzano e Salesópolis, responsáveis pelo abastecimento de mais de 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Entre eles, a represa Jundiaí, localizada em Mogi das Cruzes, destaca-se como a que possui o maior volume útil, operando atualmente com 68,4% de sua capacidade.
Em seguida, aparecem o reservatório Biritiba, situado em Biritiba-Mirim, e o Paraitinga, localizado em Salesópolis. A distribuição dos volumes entre esses reservatórios é crucial para garantir a estabilidade do sistema e o fornecimento contínuo de água para a população.
Impacto das chuvas e perspectivas futuras
O período de chuvas tem sido fundamental para essa recuperação, com os reservatórios respondendo positivamente às precipitações. A sequência de dias com aumento no volume armazenado demonstra uma tendência de melhoria, embora especialistas alertem para a necessidade de monitoramento constante, dada a variabilidade climática.
Comparado ao ano anterior, quando o sistema enfrentou uma crise hídrica, o atual cenário oferece um alívio temporário, mas reforça a importância de políticas de gestão sustentável da água. A Sabesp continua acompanhando de perto os níveis, visando assegurar o abastecimento durante os próximos meses.



