Uma forte chuva provocou alagamentos no cruzamento do Centro de Fortaleza, enquanto o Ceará registrou um número impressionante de descargas atmosféricas entre os dias 14 e 17 de fevereiro. De acordo com um levantamento detalhado da Enel Distribuição Ceará, o estado contabilizou exatamente 20.448 raios nesse período de quatro dias, destacando a intensidade das tempestades que assolaram a região.
Macrorregiões e municípios mais atingidos
As macrorregiões cearenses que mais sofreram com as descargas atmosféricas foram o Sertão de Crateús, com 5.592 ocorrências, seguido pelo Centro-Sul com 3.632, o Cariri com 3.537, o Vale do Jaguaribe com 2.540 e o Sertão Central com 1.374 registros. Em termos municipais, os locais com os maiores números de raios foram Crateús, com 1.052 descargas, Icó com 1.007, Tamboril com 715, Ipaporanga com 691 e Ipueiras com 663 ocorrências.
Acumulado anual e cidades em destaque
Desde janeiro até esta terça-feira, 18 de fevereiro, o Ceará já acumula mais de 81 mil descargas atmosféricas, um dado alarmante que reflete a frequência das tempestades no estado. As cidades com maior incidência nesse período são Santa Quitéria, com 3.043 raios, Lavras da Mangabeira com 2.186, Crateús com 2.008, Independência com 1.945 e Viçosa do Ceará com 1.751. No recorte por macrorregião, lideram os registros o Cariri com 16.965, o Sertão de Crateús com 15.286, o Centro-Sul com 12.649, o Sertão Central com 6.755 e o Vale do Jaguaribe com 5.385 ocorrências.
Orientações de segurança durante tempestades
A concessionária Enel Distribuição Ceará reforçou orientações cruciais de segurança para a população, visando prevenir acidentes durante as tempestades. Dentro de casa, é essencial evitar o uso de aparelhos conectados à tomada, como celulares, tablets e ferro elétrico, além de não utilizar chuveiro ou torneira elétrica. Também se recomenda evitar consertos em instalações elétricas e permanecer em local abrigado enquanto durar a tempestade.
Fora de casa, as precauções incluem evitar contato com objetos metálicos, como cercas, tubos e redes elétricas, e não permanecer em campos abertos, piscinas, lagos, praias, sob árvores isoladas, próximos a postes ou em locais elevados. Essas medidas são fundamentais para reduzir riscos de eletrocussão e outros perigos associados às descargas atmosféricas.
Os alagamentos em Fortaleza, combinados com o alto número de raios, destacam a necessidade de atenção e preparação da população para eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes na região.