Estudante de Dallas pode ser o mais jovem da história a alcançar fusão nuclear
Um projeto científico com duração de quatro anos, desenvolvido por um estudante de apenas 12 anos de Dallas, no estado norte-americano do Texas, pode tê-lo tornado a pessoa mais jovem da história a alcançar a fusão nuclear. Aiden McMillan, aluno do 7º ano, contou à NBC DFW que começou a trabalhar no projeto quando tinha apenas 8 anos, demonstrando uma dedicação precoce e notável à ciência.
Jornada de aprendizado e persistência
Nos dois primeiros anos, Aiden dedicou-se intensamente ao estudo de conceitos complexos de física nuclear, mergulhando em teorias e fundamentos antes de iniciar a construção dos primeiros protótipos. O que se seguiu foi um longo processo marcado por tentativas e erros, persistência e resolução de problemas contínuos. “Eu adorei o projeto, mas também meio que o odiei”, confessou o jovem cientista, refletindo os altos e baixos emocionais de uma empreitada tão desafiadora.
Segundo ele, a motivação veio puramente da curiosidade e do interesse pessoal, e não de qualquer tipo de ganho ou reconhecimento externo. Aiden também explicou que precisou de algum esforço para deixar a mãe tranquila em relação ao objeto de estudo, que envolvia riscos potenciais. “Alguns alarmes soaram para a minha mãe, sim. Ela me disse: ‘Calma aí, calma aí, dá um passo para trás, explica exatamente o que pode dar errado, como pode dar errado e como garantir que isso não aconteça’”, relembrou em entrevista ao canal, destacando a importância do apoio familiar e da segurança no processo científico.
Conquista e próximos passos
O projeto foi concluído com Aiden alcançando a fusão nuclear, um marco significativo na física. “Conseguimos nêutrons, sim. Estou muito emocionado, porque é difícil descrever. Foi o fim de uma jornada longa, muito longa”, afirmou, expressando a satisfação de ver anos de trabalho culminarem em sucesso. E o próximo passo? O Guinness World Records. Aiden afirma que quer ser reconhecido como a pessoa mais jovem a alcançar a fusão nuclear — um recorde que atualmente pertence a Jackson Oswalt, do Tennessee, que realizou a façanha poucas horas antes de completar 13 anos, em 2018.
Esta conquista não só destaca o talento excepcional de Aiden, mas também inspira outros jovens a perseguirem seus interesses científicos com paixão e determinação, independentemente da idade.