Um homem infectado com o hantavírus está recebendo tratamento em Zurique, na Suíça, conforme informou o governo local nesta quarta-feira (6). O paciente havia retornado ao país após ter sido passageiro de um cruzeiro onde ocorre um surto do vírus. Ao menos três pessoas morreram na embarcação que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Situação do cruzeiro
Nesta terça-feira (5), o Ministério da Saúde da Espanha anunciou que o navio atracaria nas Ilhas Canárias. No entanto, nesta quarta, o líder do arquipélago, Fernando Clavijo, rejeitou a autorização para o atraque. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera baixo o risco de propagação do hantavírus, mas investiga um possível caso raro de transmissão entre pessoas a bordo.
Detalhes do surto
O cruzeiro partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em março, com quase 150 pessoas entre passageiros e tripulantes. Atualmente, está parado próximo a Cabo Verde, na costa da África, sem permissão para desembarque. Sete pessoas adoeceram, das quais três morreram: um casal de holandeses e um alemão. Um britânico está internado na UTI, na África do Sul. Passageiros que participaram de uma expedição na Antártica estão confinados em seus quartos.
Transmissão e riscos
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, podendo causar problemas respiratórios graves. A OMS acredita que o casal holandês pode ter sido infectado antes de embarcar, e outros passageiros podem ter sido expostos durante excursões para observação de aves. Contudo, a organização não descarta a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa, embora isso seja incomum. Por isso, a agência de saúde da ONU enfatizou que o risco para a população em geral é baixo.
Depoimento de passageiro
Um americano a bordo postou na segunda-feira (4): “Não somos apenas manchetes. Temos vida, família nos esperando em casa. A incerteza é a parte mais difícil”.



